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O saldo do Investimento Direto no País (IDP) registrou US$ 33,8 bilhões no primeiro semestre de 2025, representando uma queda de 10,7% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (25), esse foi o menor volume de entrada líquida de recursos estrangeiros no Brasil desde 2021.
Diferente dos investimentos na Bolsa de Valores (B3), o IDP reflete fluxos de capital direcionados para projetos de longo prazo na economia real, como abertura de filiais de multinacionais, investimentos empresariais e obras de infraestrutura. O desempenho do indicador é impactado por fatores globais, como a instabilidade geopolítica e as taxas de juros internacionais, além de aspectos internos como a estabilidade econômica e o ambiente regulatório.
Em junho, o saldo mensal do IDP ficou em US$ 2,8 bilhões, uma retração de 55,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esse resultado não foi suficiente para equilibrar o déficit de US$ 5,1 bilhões nas transações correntes da conta externa do país.
O Banco Central detalhou que o saldo de junho foi influenciado pela entrada líquida de US$ 6,4 bilhões em participação no capital, compensada por uma saída líquida de US$ 3,6 bilhões em operações intercompanhia — movimentações financeiras entre empresas pertencentes ao mesmo grupo.
No acumulado dos últimos 12 meses até junho, o saldo do IDP somou US$ 67 bilhões, equivalente a 3,14% do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, esse percentual era de 3,31%, enquanto há um ano correspondia a 2,87% do PIB.