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Analistas do mercado financeiro revisaram novamente para baixo a projeção da inflação oficial do Brasil para 2025, conforme divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central. Essa é a décima semana consecutiva em que a estimativa é ajustada para baixo, passando de 5,09% na semana passada para 5,07%. Há um mês, a mediana das previsões indicava inflação de 5,18% para o ano.
A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 também foi revisada levemente para baixo, de 4,44% para 4,43%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 permanecem estáveis em 4% ao ano.
No âmbito do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2025 foi mantida em 2,23%. Já para 2026 e 2027 houve pequenas reduções: de 1,89% para 1,88% no próximo ano e de 2% para 1,95% em 2027.
Quanto à cotação do dólar, os analistas mantiveram a previsão de fechamento do ano em R$ 5,60. Para 2026 e 2027, a expectativa é que a moeda americana seja negociada a R$ 5,70.
A taxa básica de juros, a Selic, também não teve sua projeção alterada. O mercado espera que a taxa permaneça em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos — pelo menos até o fim de 2025. Para 2026, a previsão é que a Selic seja reduzida para 12,5% ao ano, e para 2027, para 10,5%.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pausar o ciclo de alta dos juros, mantendo a Selic em 15% para avaliar os impactos dessa política na economia brasileira. A ata da reunião será divulgada nesta terça-feira (5).