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O relatório Focus desta segunda-feira (22) mostra que o mercado financeiro ainda não se convenceu de que a inflação brasileira irá convergir para o centro da meta de 3%, apesar da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. A decisão foi anunciada na última quarta-feira (17) e descrita por analistas como um comunicado “duro”.
Segundo o Focus, a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 permanece em 4,83%, acima do teto da meta de 4,5% e ligeiramente superior à estimativa do Copom, de 4,8%. Para 2026, o mercado prevê inflação de 4,29%, praticamente estável em relação à semana passada e ainda distante do centro da meta. Analistas destacam que os efeitos da reunião da última semana só devem ser sentidos a partir de março de 2026, já que cada decisão de juros demora cerca de seis meses para impactar a economia.
Para os anos seguintes, as expectativas também se mantêm elevadas. O IPCA projetado para 2027 e 2028 segue em 3,70%, acima do cenário base do Copom, que aponta 3,4% e 3,6%, respectivamente.
Em relação à Selic, o mercado espera que a taxa permaneça em 15% até o final de 2025. Para 2026, há uma leve redução, de 12,38% para 12,25%. As projeções para 2027 e 2028 permanecem em 10,5% e 10%, respectivamente.
No câmbio, as estimativas também não sofreram alterações: 5,50 reais por dólar em 2025; 5,60 em 2026 e 2027; e 5,54 em 2028.
O cenário do Focus mostra, portanto, que o mercado mantém certo pessimismo quanto à inflação, mesmo diante da Selic elevada, atualmente a segunda maior taxa real de juros do mundo, refletindo dúvidas sobre a convergência para o centro da meta definida pelo BC.