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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta terça-feira (29) o fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, iniciada em 10 de setembro. A paralisação não foi considerada abusiva, mas os trabalhadores terão de retornar às atividades imediatamente, no máximo até esta quarta-feira (30).
Os ministros da Seção Especializada em Dissídios Coletivos acompanharam por unanimidade o voto do relator Maurício Godinho Delgado. Os dias parados deverão ser compensados em até 180 dias, sem desconto nos salários.
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O TST também definiu reajuste de 4,6% para salários e benefícios, resultado da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — usado como referência para reajustes salariais —, mais ganho real de 0,6%. As novas condições valem desde 1º de setembro. O acordo coletivo terá duração de dois anos, até 2028, mantendo a data-base dos empregados da Caixa alinhada à dos demais bancários.
Mudanças no Saúde Caixa
O plano de saúde foi o principal ponto de impasse entre o banco e os funcionários durante as negociações. Pela decisão do TST, o Saúde Caixa também terá reajuste de 4,6%.
A sentença manteve a contribuição do titular em 3,5% da remuneração e o limite de 7% para o comprometimento da renda do grupo familiar. Também foram preservadas as regras existentes para dependentes e coparticipação — parcela paga pelo usuário quando utiliza determinados serviços médicos.
Em nota enviada, a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), uma das entidades que representaram os funcionários no processo, afirmou que as reivindicações sobre o Saúde Caixa não foram atendidas.
“Embora tenham sido mantidos os 3,5% do piso e os 7% do teto de contribuição, o problema do déficit não foi resolvido. Além disso, foi mantido o principal problema que enfrentamos: o limite de 6,5% para a contribuição da Caixa”, afirmou a entidade.
A Contec informou que, por enquanto, não pretende recorrer da decisão, mas poderá reavaliar essa possibilidade após a publicação da sentença e pedir esclarecimentos ao TST.
Negociações
Durante as negociações, a Caixa apresentou propostas que previam aumento da contribuição dos empregados, mudanças no teto familiar e alterações na divisão dos custos do plano. Os funcionários rejeitaram as condições e iniciaram a greve após sucessivas rodadas de negociação.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) defendia o fim do limite de 6,5% da folha de salários para a participação da Caixa no custeio e a volta do modelo em que o banco arca com 70% das despesas e os usuários, com 30%. A entidade também pedia reajuste zero em 2026 e a preservação do modelo solidário, no qual os custos são compartilhados entre empregados de diferentes idades e gerações.
Durante as conversas, a Caixa chegou a oferecer uma solução intermediária: elevar de 6,5% para 9% da folha o limite de sua participação a partir de 2027 e assumir o déficit previsto para 2026 sem cobrança extraordinária dos empregados. A proposta, porém, foi rejeitada pelos trabalhadores.


































































