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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO ator e comediante britânico Russell Brand teria confessado a um amigo que tinha como meta se deitar com 5 mil mulheres. A declaração veio à tona nesta quarta-feira (14), no primeiro dia do julgamento em que o artista enfrenta sete acusações por crimes sexuais contra seis mulheres.
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Mark Pinheiro, ex-amigo de Brand, declarou ao Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, que o comediante revelou esse objetivo em 1999, enquanto viajavam para Bournemouth para participar de um evento paralelo à conferência anual do Partido Trabalhista britânico.
Segundo o depoimento reproduzido pelo jornal The Guardian, Pinheiro recordou que, durante o trajeto, conversavam sobre “conhecer, flertar e conquistar garotas”. Nesse contexto, Brand teria expressado sua fantasia.
“Ele esperava que algum dia pudesse se deitar com mais de 5 mil garotas; essa era a meta dele”, declarou Pinheiro ao júri.
A testemunha sustentou ainda que Brand se vangloriava das estratégias que usava para se aproximar das mulheres. Segundo seu relato, o comediante costumava dizer: “Tudo o que você precisa fazer é dizer à mulher o que ela quer ouvir”. A acusação apresentou os comentários como parte do histórico do réu no período em que sua carreira começava a decolar.
As sete acusações
Brand, de 51 anos, declarou-se inocente das três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de agressão indecente. Os fatos teriam ocorrido entre 1999 e 2009 e envolvem seis mulheres que não se conheciam.
Na abertura do julgamento, a promotora Riel Karmy-Jones descreveu o ator como um predador sexual “implacável, calculista e manipulador”, movido por um desejo “indiscriminado e voraz”.
“Ele podia ser gentil quando queria, divertido — sem dúvida —, encantador e até simpático quando queria algo em troca. Mas também era exigente, julgava-se no direito de tudo, flertava com um enorme apetite sexual e tinha uma expectativa infantil de que todos os seus desejos fossem realizados”, afirmou a promotora, segundo o The Telegraph.
Karmy-Jones detalhou que os episódios denunciados teriam ocorrido em diferentes locais, como quartos de hotel, ambientes de trabalho, o banheiro de um bar e a residência do acusado. A acusação apontou que algumas vítimas tentaram resistir às investidas, enquanto outras não tiveram oportunidade de reagir.
O primeiro caso relatado envolve uma mulher que conheceu Brand na conferência de 1999. Segundo a acusação, após conversarem no quarto de hotel do ator, ele a teria estuprado. A queixa foi registrada na polícia em setembro de 2023, após as alegações contra o artista tornarem-se públicas na imprensa.
Os demais relatos incluem agressões sexuais em um local de trabalho (2001), no banheiro de um bar londrino (2004), em uma emissora de rádio (entre 2004 e 2005) e na casa de Brand (2009). Uma sexta mulher denunciou um abuso durante a gravação de um comercial, também em 2009.
Defesa nega acusações
Brand chegou ao tribunal cercado por fotógrafos e jornalistas e admitiu estar apreensivo.
“Claro que estou preocupado, mas tenho esperança de que este processo conduza a bons resultados para todos os envolvidos. Essa é a minha oração”, declarou à agência AP, acrescentando que se sentia “abençoado”.
O ator nega ter mantido relações sexuais sem consentimento. Em depoimentos à Polícia, reiterou jamais ter participado de atos sexuais não consensuais.
O julgamento deve durar cerca de oito semanas e prosseguirá com a apresentação de provas e o depoimento das testemunhas e acusadoras.
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