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đ§Ą Ver Ofertas na ShopeeA falta de exercĂcios fĂsicos estĂĄ associada a um maior risco de desenvolver a forma mais grave da covid-19 e morrer em consequĂȘncia da doença. A avaliação foi feita por um estudo realizado com quase 50 mil pacientes e publicado nesta quarta-feira (13) na âBritish Journal of Sports Medicineâ.
Pessoas que estavam sedentĂĄrias hĂĄ pelo menos dois anos antes da pandemia eram mais propensas a serem hospitalizadas, necessitar de cuidados intensivos e morrer devido ao coronavĂrus, em comparação com pacientes que mantinham uma atividade fĂsica, de acordo com a pesquisa.
Entre os fatores de risco para uma versão grave da doença, apenas a idade avançada e um histórico de transplante de órgãos superam o sedentarismo, indicaram os pesquisadores.
Em comparação com outros fatores, como tabagismo, obesidade, hipertensĂŁo, doenças cardiovasculares e cĂąncer, âa inatividade fĂsica foi o fator de risco mais importante em todos os resultadosâ, enfatizaram os pesquisadores.
Os fatores de risco mais ligados Ă Covid sĂŁo idade avançada, sexo masculino e algumas patologias prĂ©-existentes, como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, mas o estilo de vida sedentĂĄrio ainda nĂŁo havia sido estudado. Para analisar seu possĂvel impacto na gravidade da infecção, hospitalização, necessidade de reanimação e Ăłbito, os pesquisadores compararam a evolução de 48.440 adultos com covid-19 entre janeiro e outubro de 2020, nos Estados Unidos.
A idade mĂ©dia dos infectados era de 47 anos e 62% deles eram mulheres. Em mĂ©dia, seu Ăndice de massa corporal (IMC) era 31, logo acima do limiar de obesidade. Cerca de metade nĂŁo tinha doenças prĂ©vias, como diabetes, doença pulmonar crĂŽnica, cardiovascular ou renal e cĂąncer. Quase 20% apresentavam uma dessas comorbidades, e 32% tinham duas ou mais.
Todos haviam declarado seu nĂvel de atividade fĂsica regular pelo menos trĂȘs vezes entre março de 2018 e março de 2020, durante consultas mĂ©dicas. Entre eles, 15% se descreviam como inativos (0 a 10 minutos de atividade fĂsica por semana); 7% afirmavam respeitar as recomendaçÔes de saĂșde (no mĂnimo 150 minutos semanais), e os outros diziam praticar âalguma atividadeâ (11 a 149 minutos por semana).
Cerca de 9% desses pacientes foram hospitalizados e 2%, morreram. ApĂłs consideradas as diferenças por idade, etnia e comorbidades, as pessoas sedentĂĄrias com covid-19 tinham mais do que o dobro de chances de serem internadas do que aquelas mais ativas. AlĂ©m disso, apresentavam 73% mais probabilidades de precisar de reanimação e eram 2,5 vezes mais suscetĂveis a morrer por causa da infecção. No entanto, o estudo nĂŁo fornece provas de uma ligação direta entre a falta de exercĂcios e os resultados obtidos.