Coronavírus

Fabricante da Covaxin, Bharat BioTech rescinde contrato com Precisa Medicamentos

Foto: Divulgação/Bharat Biotech

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Nesta sexta-feira (23), a Bharat Biotech, fabricante indiana da vacina Covaxin, anunciou a rescisão de seu contrato com Precisa Medicamentos, que intermediava a venda do imunizante no Brasil. De acordo com nota da farmacêutica, o contrato celebrado com Precisa tinha como objetivo de introduzir Covaxin no Brasil e foi suspenso “com efeito imediato”.

A Precisa se envolveu em suspeitas de irregularidades na venda do imunizante após denúncias do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde. 

Após polêmicas envolvendo o contrato, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu suspender a negociação no mês de junho, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos.

Diante das suspeitas de irregularidades, a farmacêutica esclareceu que “todas as suas ações, incluindo suas negociações globais, são feitas de acordo com as leis locais e que a Bharat emprega e segue os mais altos padrões de ética, integridade e conformidade em todos os momentos”.

No mesmo comunicado, a Bharat Biotech confirma o valor de US$ 15 dólares por dose de sua vacina contra a Covid-19. “Como parte de seu alcance de fornecimento global, a empresa se ofereceu para fornecer a Covaxin para o Brasil. O preço global (exceto para a Índia) da Covaxin foi definido entre US $ 15-20. Consequentemente, a Covaxin foi oferecida ao Governo do Brasil à taxa de US$ 15 por dose”.

“Informa-se, ainda, que a empresa não recebeu adiantamento nem forneceu vacinas ao Ministério da Saúde do Brasil”, esclare a nota. 

Em depoimento à CPI, a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, afirmou que havia expectativa de redução dos valores inicialmente ofertados, mas que a “Precisa não possui comando na precificação da Bharat”. “Se esse preço foi falado foi como expectativa. Não houve em momento nenhum proposta com valor de dose por US$ 10”, disse Medrades durante seu depoimento. Ela também afirmou que a Precisa não tentou acelerar a compra dos imunizantes.

De acordo com a Bharat Biotech, a Covaxin tem autorização para uso emergencial em 16 países e continuará trabalhando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conclusão do processo regulatório do imunizante.

“Apesar de tal rescisão, a Bharat Biotech continuará a trabalhar diligentemente com a Anvisa o órgão regulador de medicamentos brasileiro para concluir o processo de aprovação regulatória para Covaxin. A Bharat Biotech está buscando aprovações em vários países de acordo com os requisitos legais aplicáveis em cada país”, diz a nota da empresa. 

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