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Nesta quinta-feira (20), Kirsty Coventry foi eleita presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), fazendo história ao se tornar a primeira mulher e a primeira africana a ocupar o cargo mais importante do esporte mundial. A ministra de esportes do Zimbábue e medalhista olímpica em natação se destacou em uma eleição surpreendente, vencendo na primeira rodada com 49 votos, contra seus sete concorrentes.
Coventry, de 41 anos, assumirá o cargo por um mandato de oito anos, até 2033. Em seu primeiro desafio, ela pode se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. Durante uma coletiva de imprensa, Coventry comentou sobre a comunicação com líderes políticos, destacando a importância de lidar com “homens difíceis” em posições de poder, algo com o qual tem lidado desde os 20 anos.
Sua vitória no COI foi uma surpresa, já que as previsões apontavam para uma eleição mais longa e disputada. A ministra de esportes do Zimbábue não apenas venceu a primeira rodada, mas obteve a maioria absoluta necessária, surpreendendo até os analistas que previam várias rodadas de votação.
Ela substitui Thomas Bach, que liderou o COI por 12 anos e não exerceu seu direito de voto nesta eleição. Em seu discurso de aceitação, Coventry garantiu que trabalhará para que todos no movimento olímpico se sintam orgulhosos de sua escolha e reafirmou o compromisso de continuar o trabalho de seu antecessor.
A eleição foi uma das mais abertas e imprevisíveis dos últimos tempos, com sete candidatos fortes, incluindo figuras como Sebastian Coe, presidente da World Athletics, e Juan Antonio Samaranch, ex-vice-presidente do COI. Coventry enfrentou uma dura competição, mas sua vitória reflete a crescente busca por diversidade e inclusão no esporte global.
Agora, a nova presidente terá desafios importantes pela frente, incluindo a escolha de uma cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2036 e a gestão das questões políticas que surgirão em torno dos Jogos de Los Angeles em 2028. Ela também deverá promover um movimento olímpico mais inclusivo e equitativo, alinhando-se com as políticas de paridade de gênero que marcaram o mandato de Bach.
A eleição de Coventry é um marco na história do COI e uma vitória para a promoção das mulheres no esporte, além de destacar a importância de figuras esportivas como líderes globais.
Ela se junta a uma lista crescente de mulheres que quebram barreiras no esporte e no cenário global, mostrando que o COI está cada vez mais comprometido com a diversidade e a inclusão.