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🧡 Ver Ofertas na ShopeeTrês anos após criar uma montagem sem pretensões políticas, o desenvolvedor francês Younes Khelifi, de 35 anos, decidiu quebrar o silêncio. Em entrevista ao portal Infobae, o autor da imagem que fundiu o rosto do atacante Kylian Mbappé ao corpo do líder chinês Mao Zedong comentou a tempestade diplomática e comercial gerada pela sua brincadeira — que já resultou no cancelamento de patrocínios milionários do jogador do Real Madrid e na suspensão das transmissões da LaLiga na televisão estatal chinesa (CCTV).
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Conhecido nas redes sociais como @frenchaicovers, Khelifi explicou que a ideia surgiu em 14 de agosto de 2023, motivada por piadas da época sobre a suposta influência e autoridade do atleta no Paris Saint-Germain, embaladas pela canção Red Sun in the Sky. “Simplesmente achei que seria divertido. A cara de Mbappé encaixava surpreendentemente bem”, declarou o especialista em inteligência artificial e deepfakes.
Da piada de vestiário ao boicote chinês
A montagem, que circulava de forma restrita entre comunidades de futebol, tomou proporções globais em outubro de 2026. Durante participação no programa The Bridge, Mbappé revelou que a imagem era o meme que mais o fazia rir e que costumava enviá-la aos amigos, referindo-se à figura como “um ditador chinês”.
A declaração gerou forte repercussão na China. Marcas locais como Dongpeng, Mengniu e Milkground rescindiram seus contratos com o atleta, enquanto a CCTV retirou os jogos da LaLiga da grade de programação. A crise exigiu pedidos de desculpas públicos do Real Madrid, do presidente do campeonato espanhol, Javier Tebas, e do próprio jogador, que emitiu uma nota em três idiomas expressando “profundo respeito pelo povo chinês”.
“Não havia nenhuma mensagem por trás. Sabia quem era Mao e o que ele representa na China, mas em 2023 não estava pensando em política chinesa. Não queria ridicularizar ninguém nem ofender o povo chinês”, ponderou Khelifi ao descrever a surpresa com a repercussão. “Acordei, olhei o celular e vi que uma brincadeira de três anos atrás estava nos noticiários internacionais. Me pareceu uma loucura.”
Reação e solidariedade
O desenvolvedor lamentou os impactos financeiros e contratuais sofridos pelo atacante francês, classificando as sanções impostas pelas empresas e pela emissora chinesa como desproporcionais a “uma gafe sem má intenção”. Khelifi revelou ainda que a maior parte do público chinês que entrou em contato com ele enviou mensagens de curiosidade ou apoio, recebendo pouquíssimas ameaças.
Apesar dos desdobramentos no futebol europeu e no mercado asiático, o criador afirma que manteria a publicação.
“Se pudesse voltar a 14 de agosto de 2023 sabendo o que está acontecendo agora, sem dúvida não me arrependeria de nada. O humor faz parte da internet. É importante não perder de vista o contexto original de uma piada”, concluiu Khelifi, que segue acompanhando a tentativa de contenção de danos por parte de Mbappé, do Real Madrid e da LaLiga.
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