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Na quarta-feira (24), o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, anunciou que o Governo Lula estuda a criação de um fundo, com recursos de R$ 4 a R$ 6 bilhões, para conceder empréstimos a companhias aéreas brasileiras.
As operações serão realizadas pelo BNDES, de acordo com o ministro de Lula. A previsão é que a proposta completa esteja definida em cerca de 10 dias.
“Já está em construção com o ministro [Fernando] Haddad [da Fazenda], com o presidente do BNDES, [Aloizio] Mercadante. Vamos apresentar ao país um fundo de financiamento da aviação brasileira, para que as empresas aéreas possam buscar crédito, se capitalizar e, com isso, ampliar investimentos na aviação”, afirmou Costa Filho.
De acordo com o ministro, isso inclui desde refinanciamento de dívidas quanto investimentos em manutenção como também a compra de novas aeronaves.
Segundo Costa Filho, Lula decidiu buscar alternativas para fortalecer o setor da aviação brasileira. De acordo com ele, as empresas aéreas não tiveram apoio governamental ao longo dos últimos anos, em que a pandemia da Covid-19 e o aumento dos cursos operacionais impactaram o mercado do segmento.
“Não tivemos, nos quatro anos do governo anterior, nenhum apoio concreto para as companhias aéreas brasileiras, nenhuma agenda de redução de custo do querosene da aviação. Nenhuma operação de crédito foi feita, no governo passado, com o BNDES, ou qualquer outro a gente econômico. E também não foi discutida a agenda da judicialização, tendo em vista que, com isso, foi-se sacrificando e colocando as empresas aéreas em dificuldade”, argumentou o ministro.
O governo federal já mantém um fundo de financiamento, o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), mas que é destinado a financiar infraestrutura aeroportuária em aeroportos públicos.
Segundo o ministro, o novo fundo destinado às empresas aéreas não tem relação com o Fnac.