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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto na noite desta quarta-feira (9), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida, segundo o governo norte-americano, entra em vigor no dia 1º de agosto.
A reunião foi convocada logo após Lula tomar conhecimento do conteúdo da carta enviada por Trump, na qual o líder americano justifica a tarifa com base em “motivos políticos”. O texto faz menção indireta às instituições brasileiras e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas eleições de 2022. Segundo Trump, a taxação é uma resposta às “condições desiguais” no comércio bilateral e seria “menor do que o necessário” para garantir uma concorrência justa com o Brasil.
Entre os primeiros a chegar ao Planalto esteve o chanceler Mauro Vieira. Também participam da reunião os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio) e Rui Costa (Casa Civil).
A nova alíquota representa a tarifa mais alta entre as anunciadas por Trump nesta quarta-feira. Países como Argélia, Brunei, Iraque, Líbia, Moldávia, Sri Lanka e Filipinas também foram alvos das medidas, mas com taxas de até 30%.
O anúncio de Trump ocorre em meio a uma série de sanções comerciais contra diferentes nações e amplia a tensão diplomática entre Washington e Brasília. O gesto é visto no Planalto como uma retaliação política e econômica, com potencial impacto sobre diversos setores da economia brasileira.
O governo brasileiro ainda não anunciou formalmente uma resposta à medida.
