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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participa nesta terça-feira (15) de duas reuniões estratégicas com representantes do agronegócio e da indústria brasileira para tratar da tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Os encontros marcam as primeiras reuniões do comitê interministerial criado para discutir as medidas e definir uma resposta oficial ao governo americano. A primeira reunião acontece às 10h, em Brasília (DF), com representantes de setores industriais como aviação, aço, alumínio, celulose e máquinas.
Entre os participantes estão ministros, secretários e diplomatas, como Rui Costa (Casa Civil), Maria Laura da Rocha e Maurício Carvalho Lyrio (Ministério das Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Simone Tebet (Planejamento), e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais).
O encontro também conta com a presença de líderes empresariais, como Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Josué Gomes da Silva, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), e representantes de associações de setores variados, incluindo máquinas, calçados, alumínio, têxtil, madeira, aço e componentes automotivos.
Na parte da tarde, Geraldo Alckmin se reúne com representantes do agronegócio, incluindo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que manifestou “forte preocupação entre os parlamentares da bancada e representantes do setor produtivo” em relação à tarifa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Além da tarifa, a reunião deve abordar temas como transparência na concessão de benefícios fiscais (PLP 41/2019), redução de incentivos fiscais federais (PLP 128/2025) e as novas regras do Imposto de Renda para altas rendas (PL 1087/2025).
A tarifa de 50%, que entrará em vigor no dia 1º de agosto, é a mais alta já imposta pelos Estados Unidos a um parceiro comercial importante e afeta produtos que lideraram as exportações brasileiras para o país no primeiro semestre de 2025, como petróleo bruto, aço, ferro e café não torrado.