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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta sexta-feira (5) que a possibilidade de um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria “golpismo de marcha à ré” e considerou a medida “inadmissível”. “Está na índole do povo brasileiro a democracia”, declarou Alckmin a jornalistas após participar do leilão para a construção e operação do túnel submerso que ligará Santos ao Guarujá, no litoral paulista. A vencedora do certame foi a portuguesa Mota-Engil, com participação acionária da chinesa CCCC, na sede da B3, em São Paulo.
Ao comentar sobre a temática do indulto, Alckmin não citou diretamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que declarou em entrevista que seu primeiro ato seria conceder um indulto a Bolsonaro caso seja eleito presidente em 2026.
O ex-presidente e outros sete réus são julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado em 2022. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu o fim do que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro, anunciando tarifas de 50% contra produtos brasileiros. Alckmin, no entanto, afirmou que “o julgamento não tem relação com o tarifaço sobre produtos brasileiros”.
“Imposto de importação é política regulatória. E política regulatória não tem nenhuma relação com questões do Poder Judiciário”, disse. O vice-presidente fez uma analogia: “Imagine o seguinte: a Suprema Corte norte-americana abre um processo contra, por exemplo, Barack Obama. Aí nós brasileiros não gostamos desse processo, não concordamos. Então, vamos aumentar a tarifa. Não tem justificativa para isso”.
Alckmin também comentou sobre a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, que pressionou por sanções contra autoridades brasileiras, sem citá-lo diretamente. “A gente fica triste de ver pessoas lá fora trabalhando contra o emprego no Brasil, contra as empresas brasileiras, contra a nossa economia, e pior: ainda paga com dinheiro público”, afirmou.
O vice-presidente disse ainda que se reuniu com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e recebeu relatos sobre conversas que empresários brasileiros tiveram com congressistas e empresários nos EUA. Ele reforçou que os exportadores brasileiros permanecem competitivos no mercado internacional e declarou querer “somar esforços” para resolver o tarifaço, abrindo espaço para diálogo com entes da Federação.