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O Itamaraty informou nesta segunda-feira (15) que parte da comitiva que acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos ainda não recebeu os vistos necessários para entrar no país. A viagem está marcada para sábado (20.set.2025), quando Lula embarca para Nova York a fim de participar de reuniões diplomáticas e da abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 23 de setembro.
Segundo o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, Marcelo Marotta Viegas, não há expectativa de negativas, já que o governo norte-americano teria sinalizado que os pedidos estão em processamento. “A gente tem indicação do governo americano que os [vistos] que ainda não foram concedidos estão em vias de processamento. Não tenho como especular sobre qual vai ser o resultado desse processamento. Inclusive, é uma prerrogativa soberana dos Estados Unidos a concessão de vistos ou não. Ainda que no caso dos vistos para ir à ONU exista uma obrigação claramente estabelecida no acordo de sede que obriga os Estados Unidos a conceder esses vistos”, afirmou.
O diplomata destacou que a recusa configuraria uma infração ao compromisso internacional: “O que não quer dizer que ela [a violação] não ocorra. De qualquer forma, não temos porque achar que os Estados Unidos não seguirão e não observarão suas obrigações legais com relação à concessão de vistos”, disse.
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, voltou a criticar a atuação do Judiciário brasileiro durante entrevista à Fox News, concedida em meio a uma visita a Israel. Sem citar diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Rubio afirmou que o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro reflete um enfraquecimento institucional no Brasil.
“Bem, a resposta é que o estado de direito está se rompendo. Você tem esses juízes ativistas – um em particular – que não apenas foi atrás do Bolsonaro, aliás, ele tentou – tentou exercer reivindicações extraterritoriais até mesmo contra cidadãos americanos ou contra alguém que posta online a partir dos Estados Unidos, e na verdade ameaçou ir ainda mais longe nesse aspecto”, declarou.
Rubio também sinalizou a possibilidade de medidas adicionais contra o Brasil. “Haverá uma resposta dos EUA a isso, e é sobre isso que – teremos alguns anúncios na próxima semana ou mais sobre quais passos adicionais pretendemos tomar”, disse.
O chefe da diplomacia norte-americana concluiu reforçando as críticas ao julgamento de Bolsonaro. “É apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tentou atingir empresas americanas e até pessoas que operam a partir dos Estados Unidos”, afirmou.