Justiça

STF nega habeas corpus a membro do PCC acusado de planejar sequestro de Moro

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A ministra CĂĄrmen LĂșcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de habeas corpus a Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Sid, integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). El Sid Ă© um dos suspeitos de planejar o sequestro do senador Sergio Moro (UniĂŁo Brasil-PR), mas a decisĂŁo da ministra se refere a outro crime cometido por ele.

El Sid tambĂ©m responde pela tentativa de assassinato de cinco policiais militares em 2014 e estĂĄ foragido. A prisĂŁo preventiva decretada contra ele se refere a este caso, e nĂŁo ao plano de sequestrar Moro. A decisĂŁo de CĂĄrmen LĂșcia, tomada em 19 de fevereiro, foi publicada na quinta-feira (22).

No ano passado, a Polícia Federal interceptou mensagens de WhatsApp do criminoso que detalhavam o plano de sequestrar Moro. El Sid é apontado como financiador e chefe da célula do PCC responsåvel pela organização do crime.

As investigaçÔes revelam que a facção investiu US$ 550 mil (R$ 2,7 milhĂ”es) na preparação do sequestro. Os atos de El Sid sĂŁo descritos como “de extrema gravidade” nos processos em que ele responde.

Ao negar o habeas corpus, CĂĄrmen LĂșcia considerou que a prisĂŁo preventiva de El Sid foi decretada de forma legal e fundamentada pelo Tribunal de Justiça de SĂŁo Paulo. A ministra tambĂ©m destacou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) jĂĄ havia confirmado a prisĂŁo preventiva do rĂ©u em janeiro deste ano.

“Admite-se, em casos excepcionais e em circunstĂąncias fora do ordinĂĄrio, a superação desse Ăłbice jurisprudencial”, explicou a ministra do STF. “Essa excepcionalidade Ă© demonstrada em casos nos quais se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a princĂ­pios constitucionais ou legais na decisĂŁo questionada, o que nĂŁo se comprova na espĂ©cie”, escreveu. No entendimento de CĂĄrmen LĂșcia, “a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva constituem motivos idĂŽneos para a decretação da prisĂŁo cautelar”.

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