Justiça

Barroso: ‘Modelo de negócio do ódio ameaça jogar humanidade em abismo’

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou na terça-feira (04) que o mundo lida com um modelo de negócio que “fomenta o ódio” para ganhar dinheiro e ameaça jogar a humanidade em um abismo “incivilizado”. A fala foi feita após a cerimônia de posse de Cármen Lúcia como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Lidamos por vezes com um modelo de negócio que vive do engajamento, e o ódio, infelizmente, traz mais engajamento do que a fala moderada. De modo que, por trás do biombo da liberdade de expressão, se esconde esse modelo de negócio que, para ganhar dinheiro, fomenta o ódio e ameaça jogar a humanidade num abismo incivilizado”, afirmou Barroso.

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O presidente do Supremo também disse que o mundo está passando por um “momento delicado” por conta da desinformação e que isso vem comprometendo a liberdade de expressão.

“A liberdade de expressão, a dignidade da pessoa humana, a busca da verdade, a importância para a democracia para as pessoas participarem de forma esclarecida, tudo isso é comprometido por esse mundo de notícias fraudulentas”, completou.

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Barroso também afirmou que o Deep Fake agrava a situação da desinformação no mundo: “Somos ensinados a acreditar naquilo que vemos e ouvimos. No dia em que não podemos mais acreditar naquilo que se vê e ouve, a liberdade de expressão terá perdido o sentido. O esforço que o mundo está fazendo para equacionar esse problema e regulá-lo não é um esforço contra a liberdade de expressão, mas um esforço para salvar a liberdade de expressão”.

O presidente do STF também alertou que as eleições municipais são mais complicadas de se administrar, mas que o país tem “sorte” por ter Cármen Lúcia presidindo as eleições municipais.

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“As eleições municipais são mais difíceis de administrar porque tem uma imensa quantidade de candidatos, são mais de 500 mil candidatos e a Justiça eleitoral fica verdadeiramente sobrecarregada”, disse Barroso.

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