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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu ao governo dos Estados Unidos que exerça influência sobre os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para viabilizar um convite à Ucrânia para integrar a aliança.
A solicitação foi feita no domingo (1º), durante um pronunciamento em Kiev. Segundo Zelensky, ainda há membros da Otan resistentes à adesão da Ucrânia, e a intervenção da Casa Branca poderia influenciar essas decisões.
O líder ucraniano destacou que o governo norte-americano, que está em seus dois últimos meses de mandato, tem peso político para persuadir os países europeus que mantêm ceticismo sobre o futuro da Ucrânia na aliança.
Ele também enfatizou a necessidade de que todo o território ucraniano seja reconhecido como parte integrante do país, mesmo que o acordo de defesa da Otan não possa ser aplicado nas áreas sob ocupação russa.
Para Zelensky, restringir a adesão a uma parte do território seria equivalente a desconsiderar outras regiões como parte da Ucrânia.
Ao lado de Zelensky estava António Costa, novo presidente do conselho de Estados-membros da União Europeia, que escolheu a Ucrânia como destino de sua primeira visita oficial no cargo. Costa reafirmou o apoio europeu ao país na guerra contra a Rússia. O governo ucraniano espera que uma decisão sobre a adesão à Otan seja tomada durante a reunião da aliança marcada para esta semana, em Bruxelas. O apelo ocorre em meio à guerra com a Rússia, que se aproxima de completar três anos.