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A Rússia acusou a Ucrânia de lançar, na quarta-feira (18), seis mísseis ATACMS, fabricados nos Estados Unidos, e quatro mísseis Storm Shadow, fabricados no Reino Unido, contra a região de Rostov, no sul da Rússia.
O Ministério da Defesa russo informou nesta quinta-feira (19) que as forças russas interceptaram todos os mísseis ATACMS e três dos quatro Storm Shadow, destacando que responderão aos ataques.
O comunicado foi divulgado no mesmo dia em que o líder Vladimir Putin realizou sua coletiva de imprensa anual.
Durante o evento, Putin atualizou os cidadãos sobre questões internas, como a guerra na Ucrânia, e renovou suas ameaças ao Ocidente, desafiando os Estados Unidos para um “duelo” de mísseis.
A Ucrânia iniciou o lançamento desses mísseis de fabricação ocidental em setembro, após obter autorização dos Estados Unidos e do Reino Unido — o que, segundo Moscou, os torna partes diretas no conflito.
Em retaliação, a Rússia lançou, em 21 de novembro, o míssil hipersônico Oreshnik contra a cidade de Dnipro, na Ucrânia, surpreendendo o mundo, pois o desenvolvimento da arma era desconhecido até então. Putin afirmou que a Rússia está pronta para disparar mais Oreshniks, inclusive contra “centros de tomada de decisão” em Kiev, caso a Ucrânia continue a usar armamentos fornecidos pelos EUA e Reino Unido.
Durante sua coletiva, Putin sugeriu um “duelo de alta tecnologia”, no qual a Rússia lançaria Oreshniks contra as defesas aéreas de Kiev, com a Ucrânia tentando interceptá-los com sistemas antimísseis fornecidos pelo Ocidente. Em resposta, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, questionou: “Vocês acham que ele é uma pessoa sã?” Ele também pediu mais garantias de segurança da Europa e dos EUA para deter Putin.
Putin, por sua vez, afirmou em sua coletiva que deveria ter invadido a Ucrânia mais cedo e expressou disposição para conversar com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, sobre o fim do conflito.