Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Um ataque maciço com drones realizado por forças russas atingiu a cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia, na noite de sexta-feira (28), deixando pelo menos quatro mortos e 21 feridos. A informação foi confirmada neste sábado pelo governador da região de Dnipropetrovsk, Serhi Lisak.
O bombardeio provocou incêndios de grande proporção e destruiu diversos edifícios residenciais, além de atingir casas, postos de combustíveis, garagens e um complexo hoteleiro. De acordo com Lisak, mais de duas dezenas de drones atingiram a cidade. “O ataque causou destruição em larga escala e incêndios. Onze casas, um hotel, garagens e uma estação de serviço foram consumidos pelas chamas”, afirmou em seu canal oficial no Telegram. Equipes de resgate conseguiram conter os focos principais, e o governador expressou condolências às famílias das vítimas.
Inicialmente, o número de feridos era de 19, mas foi atualizado para 21 nas primeiras horas deste sábado. O ataque ocorre em meio a acusações mútuas entre Rússia e Ucrânia sobre a violação de acordos prévios que proibiam ataques contra infraestrutura energética.
O aumento da ofensiva russa acontece paralelamente às tentativas de mediação conduzidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desde seu retorno ao cargo em janeiro tem promovido um cessar-fogo.
No entanto, o presidente russo, Vladimir Putin, propôs na sexta-feira, durante um discurso em Murmansk, a criação de uma “administração transitória” na Ucrânia sob supervisão da ONU. Segundo ele, a Rússia só negociaria com novas autoridades “legítimas”.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou a proposta, classificando-a como uma manobra russa para adiar um acordo de paz real. “É como um jogo de pingue-pongue”, disse ele, destacando a dificuldade em obter respostas claras de Moscou.
Diante do cenário, o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Volker Turk, alertou o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que a violência na Ucrânia “se intensificou” durante as negociações diplomáticas. Segundo ele, o número de vítimas civis nos primeiros três meses deste ano foi 30% maior do que no mesmo período de 2024. A segurança na navegação no Mar Negro tem sido um dos principais pontos das negociações, mas o aumento dos ataques a infraestruturas críticas tem reduzido as chances de uma trégua parcial.