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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira um novo acordo tarifário com o Japão, que prevê alíquotas “recíprocas” de 15%. A notícia foi divulgada por Trump em sua plataforma Truth Social, onde celebrou o pacto como “massivo” e “gigante, talvez o maior nunca conseguido”.
Segundo Trump, o acordo resultará em investimentos de “550 bilhões de dólares nos Estados Unidos” e na criação de “centenas de milhares de empregos”.
Do lado japonês, o primeiro-ministro Shigeru Ishiba declarou nesta quarta-feira que precisava “examinar os detalhes do acordo comercial anunciado por Trump antes de fazer comentários”. Em Tóquio, Ishiba afirmou à imprensa: “Quanto à interpretação do resultado das negociações, não posso comentar até que examinemos cuidadosamente os detalhes das negociações e o acordo”. No entanto, ele ponderou: “Como governo, acreditamos que (o acordo) protegerá os interesses nacionais”.
O anúncio de Trump ocorre no mesmo dia em que o negociador japonês para questões tarifárias, Ryosei Akazawa, havia expressado a meta de fechar um acordo com Washington antes de 1º de agosto. Akazawa comemorou no X (antigo Twitter): “Missão cumprida”.
As importações japonesas já estavam sujeitas a uma tarifa de 10%, e Trump havia alertado que esse percentual aumentaria para 25% em 1º de agosto caso não houvesse um acordo.
Em 11 de julho, o chanceler japonês, Takeshi Iwaya, se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante a reunião de ministros das Relações Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Japão foi o quinto parceiro comercial mais importante para os EUA em 2024, representando 4,3% de todo o comércio e mais de 148 bilhões de dólares em importações do país asiático, conforme dados do governo americano.
Até o momento, o governo republicano já fechou acordos com Filipinas, Indonésia, Reino Unido e Vietnã.
O anúncio do acordo com o Japão ocorre dois dias após a coalizão do primeiro-ministro Shigeru Ishiba sofrer uma derrota nas eleições senatoriais.
O Japão, que por anos enfrentou preços estagnados ou em queda, começou a sentir a inflação após a invasão russa da Ucrânia em 2022. Os preços do arroz dobraram, e a situação poderia piorar com a ameaça de tarifas alfandegárias americanas de 25%. A indústria automotiva japonesa, que emprega 8% dos trabalhadores do país, já enfrenta as consequências das tarifas de 25% impostas por Trump a este setor.
(Com informações de AFP e EFE)