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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (31) a manutenção de uma tarifa mínima global de 10% para importações e a aplicação de tarifas ainda mais altas — a partir de 15% — para produtos de países que possuem superávit comercial com os EUA. A nova rodada de sobretaxas entra em vigor no próximo dia 7 de agosto, com alíquotas que variam entre 10% e 50%.
O Brasil continua sendo o país mais afetado, com uma tarifa de 50%, conforme atualização divulgada pela Casa Branca. Segundo o governo americano, a medida tem como objetivo responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses econômicos dos Estados Unidos.
No caso do Canadá, a tarifa foi elevada de 25% para 35%. A Casa Branca justificou a decisão com base na “contínua inação e retaliação” por parte do governo canadense. “O presidente Trump considerou necessário aumentar a tarifa para lidar efetivamente com a emergência existente”, diz o comunicado oficial.
Outros países também foram incluídos na nova rodada de tarifas, como Síria (41%), Suíça (39%), Laos e Mianmar (40%), África do Sul (30%) e Israel (15%). A lista contempla nações da Ásia, Europa, América Latina e África — totalizando mais de 70 países afetados.
Lista de Países Afetados e Taxas Atualizadas:
A lista abaixo reúne todos os países taxados pelos Estados Unidos, com os percentuais atualizados:
- Afeganistão — 15%
- Argélia — 30%
- Angola — 15%
- Bangladesh — 20%
- Bolívia — 15%
- Bósnia e Herzegovina — 30%
- Botsuana — 15%
- Brasil — 50%
- Brunei — 25%
- Camboja — 19%
- Camarões — 15%
- Chade — 15%
- Costa Rica — 15%
- Costa do Marfim — 15%
- República Democrática do Congo — 15%
- Equador — 15%
- Guiné Equatorial — 15%
- União Europeia — 15%
- Ilhas Malvinas — 10%
- Fiji — 15%
- Gana — 15%
- Guiana — 15%
- Islândia — 15%
- Índia — 25%
- Indonésia — 19%
- Iraque — 35%
- Israel — 15%
- Japão — 15%
- Jordânia — 15%
- Cazaquistão — 25%
- Laos — 40%
- Lesoto — 15%
- Líbia — 30%
- Liechtenstein — 15%
- Madagáscar — 15%
- Malawi — 15%
- Malásia — 19%
- Maurício — 15%
- Moldávia — 25%
- Moçambique — 15%
- Mianmar (Birmânia) — 40%
- Namíbia — 15%
- Nauru — 15%
- Nova Zelândia — 15%
- Nicarágua — 18%
- Nigéria — 15%
- Macedônia do Norte — 15%
- Noruega — 15%
- Paquistão — 19%
- Papua Nova Guiné — 15%
- Filipinas — 19%
- Sérvia — 35%
- África do Sul — 30%
- Coreia do Sul — 15%
- Sri Lanka — 20%
- Suíça — 39%
- Síria — 41%
- Taiwan — 20%
- Tailândia — 19%
- Trinidad e Tobago — 15%
- Tunísia — 25%
- Turquia — 15%
- Uganda — 15%
- Reino Unido — 10%
- Vanuatu — 15%
- Venezuela — 15%
- Vietnã — 20%
- Zâmbia — 15%
- Zimbábue — 15%
Trump já havia alertado que qualquer país que não concluísse um acordo comercial com os EUA até 1º de agosto enfrentaria tarifas mais pesadas. Segundo ele, “as nações que se recusam a negociar de maneira justa serão responsabilizadas”.
Sobre o Canadá, Trump comentou que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, chegou a fazer contato antes do prazo final, mas não houve diálogo efetivo. “Ele ligou, mas não falamos hoje. Vamos ver”, afirmou o presidente a jornalistas durante um evento na Casa Branca.
Trump também sinalizou que o avanço do Canadá no reconhecimento do Estado Palestino poderá complicar as negociações futuras. “Será muito difícil chegar a um acordo com o Canadá após essa decisão”, disse. No entanto, ele ponderou que esse posicionamento político “não é um impedimento absoluto” para fechar um tratado comercial.