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Dois dias após assinar uma ordem executiva que impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (1º), que está disposto a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca. O republicano ainda completou: “As pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.
A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão comercial entre os dois países. O governo norte-americano justificou a medida como uma “emergência nacional”, alegando que as políticas e ações do governo brasileiro são “incomuns” e “extraordinárias”.
Ao anunciar a tarifa, Trump mencionou uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, além do processo enfrentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) e da alegada censura do Judiciário brasileiro a plataformas digitais americanas.
A ordem executiva foi oficializada na quarta-feira (31) e entra em vigor no próximo dia 6 de agosto. O decreto inclui cerca de 700 exceções — produtos não atingidos pela taxação — entre eles suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. Segundo o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os EUA seguirão isentas.
Até o momento, não houve contato direto entre os presidentes desde a posse de Trump, em janeiro. Lula tem reagido com críticas às declarações do americano. Nas últimas semanas, o petista afirmou que Trump “não pode ser imperador do mundo”, que pretende “dobrar a aposta” e que o líder republicano “mente” ao justificar as tarifas.
Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também comentou o tema nesta sexta-feira. “O objetivo do Brasil continua sendo mais parcerias com os Estados Unidos”, disse. Ele ainda afirmou que há alternativas no mercado interno para parte dos produtos afetados e defendeu o estreitamento das relações bilaterais “desde que seja bom para os dois lados”.