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Uma onda de ataques com mísseis balísticos e drones kamikaze russos atingiu várias regiões da Ucrânia na madrugada desta quinta-feira. A capital, Kiev, foi o principal alvo, onde as explosões causaram incêndios, destruição e deixaram pelo menos três mortos, incluindo uma criança, além de nove feridos, segundo dados preliminares das autoridades.
Os bombardeios atingiram bairros residenciais, escritórios, escolas e outros edifícios civis. Ofensivas simultâneas também foram registradas em Zhytomyr, Odesa e Mykolaiv, acionando as sirenes de alerta aéreo em quase todo o território ucraniano.
De acordo com o jornal The Kyiv Independent, os alertas começaram a soar em Kiev por volta das 21h30 (hora local), pouco antes da primeira série de mísseis e drones impactar a cidade. O chefe militar de Kiev, Tymur Tkachenko, descreveu a ofensiva como um “ataque massivo da Federação Russa” e acusou Moscou de agir como um “Estado terrorista”.
Centenas de pessoas buscaram refúgio em estações de metrô, enquanto outras monitoravam as notícias em tempo real pelas redes sociais. O prefeito Vitali Klitschko detalhou que, no distrito de Darnytskyi, um míssil provocou o colapso de um prédio de cinco andares e iniciou um incêndio em uma estrutura próxima. Em outras áreas, como Shevchenkivskyi e Solomyanskyi, houve incêndios em casas e escritórios. Um jardim de infância também foi atingido por destroços de projéteis.
As autoridades ucranianas confirmaram que a defesa aérea conseguiu interceptar vários drones e mísseis.
Contexto Político: AMEAÇA DE TRUMP E DIPLOMACIA EM CRISE
Os novos ataques russos ocorrem em meio a um esforço diplomático dos Estados Unidos para buscar o fim do conflito, que não tem tido avanços tangíveis devido à recusa do Kremlin em aceitar um cessar-fogo.
Nessa terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, reforçou sua política de pressão e ameaçou impor sanções econômicas severas à Rússia se o presidente Vladimir Putin não aceitar um cessar-fogo na Ucrânia. “Não será uma guerra mundial, mas sim uma guerra econômica, e uma guerra econômica vai ser prejudicial. Vai ser prejudicial para a Rússia, e eu não quero isso”, declarou Trump na Casa Branca.
A estratégia americana, no entanto, é mista. Enquanto Trump ameaça com “sanções muito graves”, sua administração também explora propostas de cooperação energética, como o possível retorno da Exxon Mobil ao projeto Sakhalin-1 na Rússia. A ideia de Washington é manter um canal de negociação aberto enquanto aumenta o custo da ofensiva militar russa.
No Congresso americano, o senador republicano Lindsey Graham apoia a linha de pressão, propondo tarifas de até 500% para os países que comprarem energia russa se Putin não negociar com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
(Com informações da AFP)