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O Exército israelense declarou nesta sexta-feira (29) que a Cidade de Gaza é, a partir de agora, uma “zona de combate perigosa”. O anúncio acontece apesar de Israel não ter emitido uma ordem de evacuação imediata para a população, mesmo com as ameaças de uma grande ofensiva militar contra o grupo terrorista Hamas.
“A partir de hoje, às 10h (07h GMT), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa”, informou o comunicado militar. A “pausa tática” diária havia sido anunciada no final de julho para permitir a passagem segura de comboios da ONU e de ONGs humanitárias. O Exército israelense acrescentou que continuará apoiando “esforços humanitários à margem das manobras e operações militares”.
Continuação dos Conflitos e Ações Militares
A Defesa Civil em Gaza relatou que 33 pessoas morreram no território palestino desde o amanhecer. O Exército, contatado pela agência de notícias AFP, não se pronunciou de imediato. Apesar da crescente pressão internacional e interna para acabar com a guerra, o Exército afirmou na quinta-feira que seus soldados “prosseguem suas operações” em todo o território. O Exército também confirmou que uma célula terrorista do Hamas foi eliminada em um edifício militar no norte da Faixa de Gaza.
Negociações com a Síria e Acordo de Paz em Discussão
Em uma outra frente diplomática, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que seu governo está em conversas com as novas autoridades da Síria para estabelecer uma zona desmilitarizada no sul do país árabe e criar um corredor humanitário. Esta é a primeira vez que Israel reconhece publicamente negociações diretas com a Síria.
Netanyahu enfatizou que “essas conversas estão ocorrendo neste exato momento”, referindo-se aos diálogos diplomáticos mediados pelos Estados Unidos e a França. A agência estatal síria Sana confirmou uma reunião em Paris em 19 de agosto entre o ministro das Relações Exteriores sírio, Asad Al Shaibani, e uma delegação israelense, que discutiram “assuntos relacionados com o reforço da estabilidade na região e no sul da Síria”.