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A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, informou neste domingo (7) que a Rússia lançou um ataque inédito contra o país, utilizando cerca de 800 drones, além de mísseis, o que resultou em danos a diversos prédios, incluindo a sede do Governo em Kiev.
Em comunicado oficial, a líder ucraniana destacou: “É a primeira vez que o Kremlin lança mísseis contra o edifício do Gabinete de Ministros”. Segundo ela, o ataque comprometeu o telhado e os andares superiores do prédio.
Svyrydenko ressaltou as consequências da ofensiva: “Reconstruiremos os edifícios, mas não podemos recuperar as vidas perdidas. O inimigo aterroriza e assassina nosso povo diariamente em todo o país”.
A primeira-ministra pediu uma resposta mais firme da comunidade internacional, exigindo novas sanções e apoio militar: “Devemos responder a essa destruição não apenas com palavras, mas com ações. Precisamos aumentar a pressão das sanções, principalmente contra o petróleo e o gás russos. Necessitamos de novas restrições que atinjam a máquina militar do Kremlin”.
Primeira-ministra ucraniana no edifício do governo
Ela reforçou a necessidade de armamento: “E o mais importante: a Ucrânia precisa de armas. Algo que contenha o terrorismo e impeça a Rússia de tentar matar ucranianos todos os dias”.
Segundo a chefe de governo, outras cidades também foram atingidas: “A Rússia lançou outro ataque massivo contra a Ucrânia. Kiev, Krivói Rog, Dnipropetrovsk, Kremenchuk e Odessa ficaram sob fogo”.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também se manifestou pelas redes sociais, afirmando que “a Rússia intensificou seu terror contra a Ucrânia”. Ele pediu uma reação imediata dos aliados e destacou a gravidade do ataque à sede governamental: “Isso precisa de uma resposta contundente de nossos aliados. Este bombardeio ao edifício do governo é uma grave escalada”.
Sybiha ainda criticou o presidente russo, Vladimir Putin, relacionando a ofensiva aos esforços internacionais de negociação: “O maior cinismo é que esses brutais ataques ocorrem justamente quando o presidente Trump faz todo o possível para alcançar a paz. Mas, em vez de corresponder a esses esforços e aceitar uma reunião de líderes, Putin rejeita a diplomacia e aumenta o terrorismo. Apenas a pressão sobre Moscou pode frear sua escalada terrorista”.
O chanceler reforçou o apelo por novas medidas contra Moscou: “Os ‘recordes’ do terrorismo russo exigem respostas fortes. Novas sanções severas contra a Rússia e um fortalecimento da Ucrânia, especialmente em defesa aérea. Esperar não dará resultados; é necessário agir já”.
Detalhes do ataque
O Comando da Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia, a partir de seu território e da Crimeia ocupada, lançou 805 drones suicidas do tipo Shahed, além de diversos drones de distração, superando o recorde anterior de julho, quando foram utilizados mais de 740 projéteis.
Além dos drones, o ataque incluiu nove mísseis de cruzeiro Iskander-K e quatro mísseis balísticos Iskander-M/KN-23.
Apesar da ação das defesas aéreas, que conseguiram derrubar 747 drones e quatro mísseis, houve impactos confirmados de nove mísseis e 56 drones em 37 localidades, além da queda de destroços em outras oito regiões.
(Com informações da AFP)