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Soldados passaram a patrulhar as ruas de Katmandu, capital do Nepal, nesta quarta-feira (10), após três dias de intensos protestos contra uma lei que restringe o uso de redes sociais no país. A repressão e os confrontos entre manifestantes e forças de segurança resultaram em 25 mortos e 633 feridos, além da decretação de toque de recolher.
A crise levou à renúncia do primeiro-ministro K.P. Sharma Oli, que enfrentava crescentes denúncias de corrupção e críticas pela desigualdade econômica no país.
De acordo com a agência Reuters, manifestantes incendiaram prédios governamentais, veículos e até parte do Parlamento. Entre as vítimas fatais está Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal.
Repressão policial e instabilidade política
Segundo as autoridades, pelo menos 19 das 25 mortes ocorreram em consequência do uso de balas de borracha e gás lacrimogêneo pela polícia. A violência levou ao fechamento temporário do principal aeroporto de Katmandu, que reabriu ainda nesta quarta-feira.
O Nepal enfrenta um cenário de instabilidade política e econômica desde a abolição da monarquia em 2008. A crise no mercado de trabalho tem levado muitos nepaleses a buscar emprego em países vizinhos, agravando o descontentamento popular.