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O governo dos Estados Unidos incluiu o Afeganistão e a Colômbia em uma lista de países que, segundo sua avaliação, “falharam comprovadamente” em cumprir seus compromissos internacionais antidrogas. A decisão, comunicada em um memorando oficial da Casa Branca ao Congresso americano, aumenta a pressão sobre os governos dos dois países.
De acordo com o documento, a medida se baseia na legislação americana, que exige que o presidente identifique anualmente os principais produtores e rotas de tráfico de drogas, além de avaliar o desempenho dos governos locais no controle e combate ao narcotráfico. Afeganistão e Colômbia se juntaram a outros países, como Venezuela, Bolívia e Mianmar, na lista dos que “descumpriram de maneira comprovável” os compromissos nos últimos doze meses.
A inclusão da Colômbia na lista se deve ao que os EUA consideram um “crescimento histórico” no cultivo de coca e na produção de cocaína no país. O memorando afirma que, sob a liderança do presidente Gustavo Petro, a produção de cocaína atingiu “máximos históricos” e que o governo colombiano “não conseguiu alcançar as metas de erradicação que ele mesmo propôs”.
O documento americano também destaca que “anos de cooperação benéfica entre os dois países foram prejudicados”, embora ressalte o trabalho dos órgãos de segurança colombianos. O governo dos EUA ressaltou que a falha “corresponde inteiramente à liderança política” em Bogotá. A Casa Branca, no entanto, deixou a porta aberta para reconsiderar a decisão caso a Colômbia tome “medidas mais decididas” contra o tráfico de drogas e melhore a cooperação com as autoridades americanas.
Em relação ao Afeganistão, o documento aponta que o tráfico e a produção de drogas continuam a ocorrer, mesmo após o regime Talibã anunciar a proibição de cultivos ilegais. O memorando alerta que a produção de metanfetamina e o estoque de drogas continuam a financiar “grupos criminosos transnacionais e redes terroristas”. O governo americano ressalta que “alguns membros do Talibã continuam se beneficiando do narcotráfico”, e que isso representa um “sério perigo para os interesses dos Estados Unidos e para a segurança internacional”.
A decisão também reflete uma “emergência nacional” enfrentada pelos Estados Unidos devido ao tráfico de drogas sintéticas, com a crise de opioides sendo a principal causa de morte entre americanos de 18 a 44 anos. Segundo dados oficiais, em 2024, mais de 200 pessoas morreram por dia devido ao consumo de drogas ilícitas. A administração americana exigiu uma maior cooperação dos países listados para combater o tráfico de precursores químicos.
Apesar da inclusão na lista, os EUA afirmaram que é “vital para os interesses nacionais americanos” manter certos programas de ajuda na Bolívia, Mianmar, Colômbia e Venezuela. O memorando, no entanto, enfatiza que a falta de progresso concreto pode resultar na imposição de sanções e outras medidas unilaterais no futuro.