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Promotores do condado de Utah, nos Estados Unidos, divulgaram nesta terça-feira trechos de mensagens de texto que, segundo eles, revelam a confissão do suspeito de assassinar Charlie Kirk, além de suas tentativas de esconder evidências.
O acusado, identificado como Tyler Robinson, de 22 anos, enfrenta acusações de homicídio qualificado e outros seis crimes relacionados ao assassinato ocorrido na semana passada. As mensagens enviadas por Robinson ao seu colega de quarto foram cruciais para a apresentação das acusações. A promotoria descreve a relação entre os dois como “romântica”. Robinson deve comparecer ao tribunal ainda hoje, e não está claro se ele já tem representação legal.

Um documento de acusação no caso Estado de Utah vs. Tyler Robinson, suspeito de ter assassinado a tiros o ativista conservador Charlie Kirk, pode ser visto nesta publicação do Tribunal Judicial do Condado de Utah, em 16 de setembro de 2025. O texto inclui a frase: “Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”. (Tribunal de Distrito de Provo)
De acordo com o comunicado da promotoria, em 10 de setembro, o colega de quarto recebeu uma mensagem de Robinson que dizia: “Pare o que você está fazendo e olhe debaixo do meu teclado”. No local, o colega encontrou um bilhete com a seguinte frase: “Tive a chance de eliminar Charlie Kirk e vou aproveitá-la”. A promotoria não divulgou os horários em que as mensagens foram enviadas.
Quando o colega perguntou se era uma brincadeira, Robinson respondeu: “Estou bem, amor, mas estou preso em Orem por mais um tempo. Não demoro a voltar para casa, mas ainda preciso pegar meu rifle. Para ser honesto, eu esperava guardar esse segredo até ficar velho. Sinto muito por te envolver”.
Confuso, o colega perguntou: “Não foi você que fez isso, né???”. Robinson teria respondido: “Fui eu sim, sinto muito“.
O jovem acusado também explicou que as autoridades haviam detido “um velho louco” e interrogado alguém com roupas parecidas com as dele. Em outra mensagem, ele escreveu: “Eu tinha planejado pegar meu rifle do ponto de entrega logo depois, mas a maior parte daquela área da cidade foi bloqueada”. Questionado sobre os motivos, Robinson supostamente respondeu: “Eu já estava farto do ódio dele. Há ódios que não se pode negociar”.
Plano e tentativas de encobrir o crime
O documento da promotoria indica que Robinson afirmou que, “se tivesse conseguido pegar o rifle sem ser visto, não teria deixado nenhuma prova”. Ele também disse que “esperava que as autoridades já tivessem superado o assunto e que tentaria recuperá-lo novamente”. O acusado confessou ter planejado o ataque por “um pouco mais de uma semana”.
Após o crime, ele deixou a arma – um rifle de ferrolho Mauser modelo 98 – em uma área arborizada perto da Universidade do Vale de Utah, onde Kirk participava de um evento.
Nas mensagens, Robinson expressou preocupação em devolver o rifle a seu avô para evitar suspeitas: “Eu nem sei se ele tinha número de série, mas não me rastreariam. Me preocupo com as impressões digitais; tive que deixá-lo em um arbusto, onde troquei de roupa. Não tive habilidade nem tempo para trazê-lo comigo. Talvez eu tenha que abandoná-lo e torcer para não encontrarem minhas impressões”. Ele também se referiu a inscrições em várias balas como um “ótimo meme“.
O governador de Utah, Spencer Cox, já havia confirmado que ao menos quatro projéteis tinham mensagens gravadas, como: “Ei, fascista! Me pegue! ↑ → ↓↓↓“, uma aparente referência a um videogame. Em outra mensagem, Robinson mencionou tensões familiares e escreveu que, “desde que Trump está no poder, meu pai se tornou um fã ferrenho de MAGA”.
Os textos também revelam que Robinson pediu a seu colega para apagar as conversas e não falar com a imprensa. Ele chegou a mencionar que se entregaria: “Vou me entregar voluntariamente; um dos meus vizinhos é ajudante do xerife (…) A única coisa que me preocupa é você, amor”. Em outro trecho, aconselhou: “Se a polícia te fizer perguntas, peça um advogado e fique em silêncio”.
O governador Cox garantiu que o colega de quarto tem cooperado plenamente com os investigadores e não tinha conhecimento prévio dos planos de Robinson. “O que aprendemos é que essa pessoa não sabia de nada e ficou chocada quando descobriu”, disse ele no programa Meet the Press, da NBC.