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O helicóptero Marine One, que transportava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump, fez um pouso de emergência no aeroporto de Luton, no Reino Unido. O incidente, ocorrido nesta quinta-feira, foi causado por um “problema hidráulico” enquanto a aeronave seguia de Chequers, a residência de campo do primeiro-ministro, para o aeroporto de Stansted.
Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, o pouso foi feito “por uma questão de cautela”. O presidente e sua esposa, que estavam a bordo, foram transferidos para um helicóptero de apoio que voava em formação e seguiram viagem. A comitiva chegou ao aeroporto com apenas 20 minutos de atraso, e ninguém se feriu.
Fotos do local mostram veículos de emergência e policiais armados na pista do aeroporto de Luton. O pouso de emergência aconteceu após Trump se reunir com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em uma coletiva de imprensa conjunta em Chequers.
Encontro e divergências políticas
Durante a coletiva de imprensa, Trump abordou a questão da imigração ilegal, afirmando que o Reino Unido enfrenta um problema “muito semelhante” ao que os EUA tiveram e que é preciso “tomar medidas muito mais duras”. Ele comparou a situação do Canal da Mancha com a sua própria política de imigração, que, segundo ele, reduziu a entrada de criminosos e imigrantes ilegais nos EUA. “Destrói países por dentro”, declarou. Starmer, por sua vez, defendeu a postura de seu governo, mencionando que o primeiro imigrante havia sido enviado de volta à França sob um novo acordo.
O encontro também foi marcado por outras discordâncias públicas. Trump criticou a meta do governo de Starmer para “Net Zero” (redução de emissões a zero), chamando o foco em energia eólica de “um desastre” e uma “piada muito cara”. Ele ainda discordou da decisão de reconhecer um estado palestino e revelou que os EUA estão tentando retomar a base aérea de Bagram, no Afeganistão, para que as instalações nucleares chinesas fiquem ao alcance de bombardeio.
A visita de Estado, que durou dois dias, foi marcada por cerimônias e um jantar no Castelo de Windsor. O encontro em Chequers, no entanto, foi ofuscado por perguntas sobre o ex-conselheiro de Starmer, Lord Mandelson, e sua amizade com o pedófilo Jeffrey Epstein. Questionados sobre o assunto, ambos os líderes evitaram o tema e deram respostas curtas. Trump chegou a dizer que não conhecia Mandelson.
O evento se encerrou com a assinatura de um acordo de tecnologia que prevê um investimento de 150 bilhões de libras no Reino Unido, sem que detalhes sobre as concessões britânicas fossem divulgados.