Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O Irã ameaçou romper o acordo nuclear assinado com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) caso as sanções das Nações Unidas sejam reativadas. A declaração foi feita neste sábado (20) pelo vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, após o Conselho de Segurança da ONU aprovar na sexta-feira (19) uma resolução nesse sentido.
O Irã e a AIEA haviam retomado a cooperação nuclear no dia 9 de setembro, em um acordo mediado pelo Egito para a retomada das inspeções no país persa. No entanto, segundo Gharibabadi, se não houver um “evento especial no campo diplomático” e as sanções forem reimpostas, o acordo será “totalmente interrompido”.
Disputa diplomática e acusações mútuas
A possível reativação das sanções é um processo legal conhecido como “snapback”, ativado pelo E3, grupo formado por França, Reino Unido e Alemanha. Essas nações acusam o Irã de não cumprir o Plano de Ação Conjunto Global (PAIC), assinado em 2015.
A Rússia, aliada do Irã, condenou a decisão, classificando as ações do E3 como “provocativas e ilegais”. Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores russo afirmou que a decisão levará a um aumento das tensões em torno do programa nuclear iraniano. A Rússia ainda questionou se os países ocidentais buscam uma solução diplomática ou se estão se preparando para “arrastar o Oriente Médio para outra tragédia”.
O Irã, por sua vez, acusa os EUA e os países europeus de estarem em uma “operação psicológica” contra a nação, mas mantém a porta aberta para o diálogo.
Tensão regional
A nova escalada na tensão ocorre após uma série de ataques em junho. As forças israelenses lançaram uma ofensiva militar contra o território iraniano, que foi respondida com mísseis e drones. Posteriormente, forças americanas atacaram as instalações nucleares iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan, que estavam sob supervisão da AIEA.
Após os ataques, o Parlamento iraniano suspendeu a cooperação com a AIEA. A reativação do acordo, selada com a ajuda do Egito, visava justamente retomar as inspeções, em um contexto de preocupação internacional com as reservas de urânio enriquecido do Irã.
(Com informações da Europa Press)