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A Dinamarca proibirá todos os voos de drones civis em território nacional a partir desta segunda-feira (29) até sexta-feira (3), com o objetivo de reforçar a segurança durante a cúpula de líderes da União Europeia, que será realizada em Copenhague. O anúncio foi feito neste domingo (28) pelo Ministério dos Transportes.
A decisão ocorre após uma série de avistamentos de drones desconhecidos em várias regiões do país desde 22 de setembro, o que levou ao fechamento temporário de alguns aeroportos e levantou suspeitas sobre a possível atuação de agentes estrangeiros — hipótese negada por Moscou.
O ministro dos Transportes, Thomas Danielsen, afirmou que a medida busca evitar que drones não identificados causem confusão ou interfiram na segurança do encontro europeu. Segundo ele, a proibição está amparada na Lei de Aviação e valerá entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro.
“Não podemos aceitar que drones estrangeiros criem incerteza e transtornos na sociedade, como vimos recentemente”, disse Danielsen em comunicado, acrescentando que a decisão “elimina o risco de drones hostis serem confundidos com drones legais e vice-versa”.
As Forças Armadas da Dinamarca confirmaram que drones não identificados foram vistos repetidamente próximos a instalações militares em diferentes regiões do país ao longo de várias noites. No sábado (27), novos avistamentos foram registrados, sem maiores detalhes divulgados. Desde o dia 22, os aeroportos de Kastrup (Copenhague), Gardermoen (Oslo), Aalborg, Esbjerg e Sønderborg, além da base aérea de Skrydstrup, já precisaram suspender temporariamente operações. Em Aalborg, dois voos chegaram a ser desviados após a detecção de um drone, na noite de quarta-feira (24).
O governo da primeira-ministra Mette Frederiksen classificou os episódios como uma forma de “guerra híbrida” e um “ataque grave” contra a infraestrutura do país, embora sem atribuir ligação direta à Rússia. O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, afirmou em coletiva que a repetição dos incidentes “não parece ser coincidência” e levantou a hipótese de que “países ou atores interessados em reduzir o apoio a Ucrânia” possam estar envolvidos. Ainda assim, destacou que “não há, neste momento, nenhuma ameaça militar direta contra a Dinamarca” nem uma “conexão direta comprovada com a Rússia”.
Já o ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, declarou que a intenção desses ataques é “criar medo e divisão na população”, e garantiu que o governo investirá em novas tecnologias para detectar e neutralizar drones hostis.
Para reforçar a segurança da cúpula, a Dinamarca solicitou apoio das Forças Armadas da Alemanha, que enviarão especialistas em sistemas antidrones para Copenhague. Qualquer descumprimento da proibição poderá resultar em sanções severas, incluindo multas e penas de prisão de até dois anos.
Segundo o chefe do Estado-Maior dinamarquês, Michael Hyldgaard, as autoridades realizaram uma análise de risco sobre a possibilidade de derrubar drones em território nacional, levando em conta a segurança da população. Polícia e forças armadas continuam monitorando a situação enquanto preparam o esquema de proteção para a chegada dos líderes europeus a partir de quarta-feira (1º).