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Pelo menos cinco pessoas morreram após um terremoto de magnitude 6,9 atingir a região central das Filipinas na noite desta terça-feira (30), segundo informações da polícia local. “Temos cinco mortes confirmadas”, afirmou à agência AFP o policial Felipe Cabague, do município de San Remigio, na madrugada de quarta-feira, acrescentando que não havia detalhes imediatos sobre a identidade das vítimas.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o epicentro do sismo foi no mar, próximo ao extremo norte da ilha de Cebú, na cidade de Bogo, com mais de 90 mil habitantes. O hipocentro foi localizado a apenas 10 km de profundidade, de acordo com o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs).
As autoridades emitiram alertas sobre possíveis alterações no nível do mar e orientaram os moradores das ilhas de Leyte, Cebú e Biliran a “manter-se afastados da praia e não se aproximar da costa”. Também foi recomendado que a população “esteja atenta a ondas de tamanho incomum” e, se necessário, se desloque para áreas mais altas.
Segundo o Phivolcs, trata-se de um terremoto de intensidade alta, especialmente nas áreas de San Fernando e Cebú, registrado por volta das 22h (hora local) e de origem tectônica. Réplicas são esperadas nas próximas horas, e a população foi orientada a permanecer alerta, inclusive para pequenos incidentes.
Moradores relataram momentos de pânico. Joey Leeguid, bombeiro em San Fernando, disse à AFP: “Sentimos o tremor na nossa estação, foi muito forte. Vimos nossos armários se moverem de um lado para o outro, nos sentimos um pouco tontos por um momento, mas agora estamos bem”.
Em Bantayan, área turística próxima ao epicentro, Martham Pacilan, de 25 anos, relatou: “Ouvi um estrondo vindo da direção da igreja e depois vi pedras caírem da estrutura. Por sorte ninguém se feriu. Eu estava em choque e em pânico, mas meu corpo não se movia, apenas esperei o tremor terminar”.
Na cidade de Iloílo, na ilha de Panay, moradores tiveram que evacuar suas casas por medo de desabamentos. Autoridades também reportaram danos estruturais em várias localidades. Agnes Merza, cuidadora de 65 anos, disse: “Sentíamos como se todos fossemos cair. É a primeira vez que passo por algo assim. Meus vizinhos saíram correndo de casa. Meus dois ajudantes adolescentes se esconderam debaixo de uma mesa, como foram ensinados nos escoteiros”.
O USGS inicialmente havia reportado magnitude 7,0, corrigida posteriormente para 6,9. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico informou que “não há ameaça de tsunami por este terremoto” e que “nenhuma ação é necessária”.
Filipinas estão localizadas no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica do mundo. Embora muitos tremores sejam fracos e imperceptíveis, terremotos fortes e destrutivos podem ocorrer de forma aleatória e sem previsão.
Recentemente, no domingo, ao menos 26 pessoas morreram e 33 ficaram feridas após três fenômenos meteorológicos atingirem simultaneamente o país: a tempestade tropical Opong, o supertufão Nando e a depressão tropical Mirasol. As tempestades afetaram 738.714 famílias, cerca de 2,8 milhões de pessoas. Destas, 163.317 pessoas foram evacuadas e realojadas em 2.680 centros de acolhimento, segundo o jornal Phil Star.
Em resposta, autoridades declararam estado de calamidade em 53 áreas, permitindo acesso a fundos nacionais para desastres, cobertura de gastos com assistência e início da reconstrução. A medida também prevê a congelamento de preços de produtos básicos para evitar especulação durante a emergência.
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