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Em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a se arriscar no inglês para enviar um recado ao seu homólogo, Donald Trump. Durante sua participação semanal em um programa da televisão estatal, Maduro declarou: “Call, yes. Peace, yes…” (em tradução literal: “Ligar, sim. Paz, sim…”).
O comentário de Maduro foi feito horas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou não ter descartado o envio de forças terrestres para o país sul-americano.
O governo Trump acusa Maduro — cuja reeleição no ano passado foi considerada fraudulenta por diversos países — de ser o líder de um cartel de drogas. O venezuelano nega as acusações e afirma que os EUA tentam provocar uma guerra para tomar controle das reservas de petróleo do país.
Desde a posse de Trump para o segundo mandato em janeiro, os EUA têm aumentado a pressão sobre Maduro. O governo americano dobrou a recompensa por informações que levem à captura do ditador, oferecendo US$ 50 milhões, e em agosto lançou uma operação antidrogas contra embarcações acusadas de transportar drogas da Venezuela para os Estados Unidos. Mais de 80 pessoas morreram nos ataques, principalmente no Caribe e em algumas regiões do Pacífico.
Segundo Pete Hegseth, secretário de Defesa americano, o objetivo da “Operação Lança do Sul” é remover “narcoterroristas” do hemisfério ocidental. No entanto, especialistas questionam a legalidade das ações, já que os EUA não apresentaram provas de que as embarcações estariam transportando drogas.
O tamanho do contingente militar americano — incluindo o maior porta-aviões da Marinha dos EUA, o USS Gerald Ford — gerou especulações tanto na Venezuela quanto nos Estados Unidos de que a real intenção seria retirar Maduro do poder.
Trump, por sua vez, tem dado respostas aparentemente contraditórias sobre o plano do governo. Em entrevista à CBS, no dia 3 de novembro, afirmou que não acredita em uma guerra com a Venezuela. Contudo, no domingo seguinte, ao ser questionado se descartaria tropas terrestres no país sul-americano, respondeu:
“Não, eu não descarto isso, não descarto nada. Eu provavelmente falaria com ele, sim. Eu falo com todo mundo.”
Além disso, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que pretende designar o Cartel de Los Soles, grupo de tráfico de drogas supostamente liderado por Maduro, como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês), medida que passará a valer em 24 de novembro. A designação torna ilegal para cidadãos americanos fornecer apoio ou recursos ao grupo e dá aos EUA justificativa legal para possíveis ações militares contra ele.