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Milhares de soldados da OTAN, incluindo forças da Espanha e da Turquia, participaram nesta quarta-feira de um exercício militar na costa báltica da Alemanha, considerado pelas autoridades de Defesa como uma demonstração de prontidão para dissuadir ações da Rússia.
O treinamento, chamado Steadfast Dart 2026, envolveu forças navais e unidades especiais que praticaram a tomada de uma praia no campo de treinamento de Putlos, próximo à cidade portuária de Kiel, com o objetivo de testar a capacidade da aliança de deslocar rapidamente tropas pelo território europeu.
Sob o comando do general alemão Ingo Gerhartz, cerca de 3.000 militares participaram do simulacro, apoiados por aviões Eurofighter alemães, 15 navios de guerra e unidades anfíbias turcas, além de mergulhadores de combate espanhóis que utilizaram veículos de assalto anfíbios Zaha.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, que acompanhou o exercício, afirmou que a demonstração evidencia que a OTAN está unida e pronta para a ação. “Especialmente no mar Báltico, a situação de segurança piorou drasticamente. Exercícios como este mostram que levamos a sério a dissuasão”, disse.
A invasão em grande escala da Rússia à Ucrânia, que se estende há quase quatro anos, aumentou os receios de que Moscou possa usar a força no futuro contra membros europeus da OTAN. O general Carsten Breuer, chefe do Exército alemão, destacou que Berlim e seus aliados enfrentam uma ameaça real e que manobras como a de Putlos têm também efeito diplomático.
Governos europeus alertam para uma atividade maliciosa crescente da Rússia, incluindo sabotagem de linhas ferroviárias na Polônia, incêndios provocados e ataques cibernéticos pelo continente.
O Steadfast Dart 2026 se estende de janeiro a março e envolve cerca de 10.000 soldados de 11 Estados-membros europeus da OTAN, sendo que 7.300 estão apenas na Alemanha. Não há participação de tropas dos Estados Unidos, mas Pistorius afirmou que a ausência é normal, devido ao sistema de rotatividade das forças, e não indica tensões transatlânticas.
O exercício é a maior operação realizada até hoje pela Força de Reação Aliada (ARF) da OTAN, criada em 2024. Em caso de crise, a ARF deve ser capaz de desdobrar até 40.000 soldados em 10 dias, após aprovação do Conselho do Atlântico Norte.