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Relatórios indicam que vários altos comandantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e membros do governo iraniano — incluindo o comandante Mohammad Pakpour e o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh — podem ter sido mortos durante a Operação Epic Fury, lançada na madrugada de sábado (28) por forças dos Estados Unidos e Israel.
Pakpour assumiu o comando do IRGC após ataques israelenses em junho que mataram seu antecessor, Hossein Salami. Ele esteve à frente da repressão a protestos antigoverno no país em dezembro, que resultou na morte de milhares de civis, incluindo crianças.
De acordo com fontes citadas pela Reuters, os ataques conjuntos teriam eliminado Pakpour e Nasirzadeh. Pelo menos sete mísseis foram lançados contra o complexo fortificado do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, atingindo também outros altos funcionários do regime.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à NBC News que pelo menos dois comandantes iranianos foram mortos, mas não confirmou nomes. Mídia iraniana também indica que Ali Shamkhani, assessor sênior de Khamenei, pode ter sido atingido.
Além disso, cerca de 40 pessoas morreram quando mísseis israelenses atingiram uma escola, segundo a Reuters, citando a mídia estatal iraniana.
Durante o comando de Pakpour, o IRGC foi responsável pela morte de mais de 3 mil civis em protestos anti-regime, segundo dados de organizações de direitos humanos da ONU. Muitos foram alvos de disparos indiscriminados e o país passou por um bloqueio de informações para ocultar a violência.
Relatos de sobreviventes reforçam a gravidade da repressão: “Eu estava lá naquela noite. As forças de segurança abriram fogo contra as pessoas. Mataram meu filho”, contou uma mãe à Reuters sobre os protestos de 28 de dezembro.
O ataque de sábado também teve como alvo Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian, mas ainda não há confirmação sobre o estado de ambos. Araghchi afirmou que Khamenei estaria vivo “pelo que sei”, enquanto o filho de Pezeshkian disse que o pai sobreviveu ao atentado.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os ataques visavam a liderança iraniana e que o objetivo da Operação Epic Fury era “defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”.
Além de Teerã, foram reportados ataques aéreos em outras cidades iranianas, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, mas a extensão total da operação ainda não foi detalhada pelas autoridades.