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Em meio à escalada da guerra conjunta entre Israel e Estados Unidos contra o Irã, o assessor de segurança iraniano, Ali Larijani, reagiu nesta terça-feira (10) a uma ameaça do presidente americano, Donald Trump, de atacar o país com intensidade “20 vezes maior” caso Teerã interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Em mensagem publicada no X, Larijani afirmou que o Irã “não teme suas ameaças vazias” e alertou Trump: “Cuidado para não ser eliminado!”, citando episódios passados em que o país norte-americano foi acusado de planejar atentados contra líderes iranianos.
“O povo de Ashura (referência a muçulmanos xiitas, maioria no Irã) não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana”, escreveu Larijani, que já foi considerado um possível sucessor do aiatolá Ali Khamenei.
Nesta terça-feira, o Pentágono anunciou que os ataques contra o Irã devem se intensificar. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, afirmou que hoje será “outra vez, o dia mais intenso de ataques contra o Irã”.
Segundo Hegseth, a ofensiva busca enfraquecer a estrutura militar iraniana, destruindo mísseis, bases industriais de defesa e a marinha do país. O secretário também afirmou que Teerã está “desesperado e em apuros” e garantiu que os EUA “não descansarão até o inimigo estar completamente derrotado”.
Apesar disso, Hegseth indicou que os ataques iranianos diminuíram nas últimas 24 horas. “Vimos o menor número de mísseis disparados pelo Irã no último dia”, disse.
O secretário destacou ainda que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “será inteligente se ouvir as palavras de Donald Trump” sobre a impossibilidade do país possuir armas nucleares.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que a campanha americana já atingiu mais de 5 mil alvos no território iraniano e destruiu mais de 50 navios do país, além de embarcações utilizadas para lançar minas marítimas.
Caine avaliou que, embora o Irã ainda mantenha capacidade de combate, o país “não tem demonstrado força superior ao esperado”. “O Irã está lutando, mas não é mais formidável do que pensávamos”, concluiu o general.