Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que os bombardeios americanos contra o Irã devem se intensificar nesta terça-feira, no que tende a ser o dia mais intenso de ataques desde o início da ofensiva militar conjunta com Israel, iniciada há cerca de dez dias.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada no Pentágono. “Hoje voltará a ser nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã”, disse Hegseth ao comentar a escalada das operações militares.
Segundo o secretário, a reação do regime iraniano, que passou a atacar países vizinhos após o início do conflito, foi interpretada por Washington como um sinal de desespero. Hegseth afirmou que, embora a intensidade dessa resposta não tenha sido totalmente prevista, o cenário já era considerado possível pelas autoridades americanas.
Ele também destacou que as ações de Teerã acabaram aproximando vários países árabes dos Estados Unidos. De acordo com o chefe do Pentágono, essas nações passaram a permitir o uso de bases militares e direitos de sobrevoo para operações americanas, o que, segundo ele, está “isolando ainda mais o Irã” e alterando o equilíbrio regional.
Durante a coletiva, Hegseth reconheceu que sempre existe risco para as tropas americanas envolvidas nas operações. Ainda assim, evitou fornecer detalhes sobre possíveis missões de busca e resgate. O secretário afirmou apenas que o Pentágono mantém capacidade para realizar esse tipo de operação caso seja necessário.
Autoridades americanas também informaram que estão avaliando diferentes opções militares relacionadas à segurança no Estreito de Ormuz, incluindo a possibilidade de escoltar embarcações que transitam pela região. O local é considerado um dos principais corredores energéticos do planeta.
Hegseth reforçou ainda o alerta feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o risco de bloqueio da rota marítima. Segundo o secretário, Trump deixou claro que, caso o Irã tente interromper o fluxo de petróleo no estreito, a resposta americana será extremamente severa.
“Se o Irã fizer algo para interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, será atacado pelos Estados Unidos vinte vezes mais forte do que foi até agora”, disse o secretário ao citar o posicionamento do presidente.
Ameaça de resposta “20 vezes mais forte”
Na segunda-feira, Trump reforçou publicamente o alerta ao governo iraniano. Em uma publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que os Estados Unidos responderão com uma ofensiva “20 vezes mais forte” caso o Irã bloqueie o tráfego de petróleo na região.
“Se o Irã fizer algo que detenha o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos vinte vezes mais forte do que foi até agora”, escreveu.
O presidente também acrescentou que as forças americanas poderiam atingir alvos estratégicos do país. “Eliminaremos objetivos facilmente destrutíveis que tornarão praticamente impossível que o Irã se reconstrua como nação”, afirmou.
Trump concluiu a mensagem com um aviso direto a Teerã: “Morte, fogo e fúria cairão sobre eles, mas espero e rezo para que isso não aconteça”.
As declarações ocorrem após a Guarda Revolucionária Islâmica afirmar que realizou um ataque contra um petroleiro no Estreito de Ormuz durante o fim de semana. Segundo o comunicado da força militar iraniana, o corredor marítimo estaria fechado ao tráfego devido à escalada do conflito na região, aumentando a preocupação global sobre a segurança energética.
