Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Autoridades israelenses afirmaram que o Irã tem utilizado bombas de fragmentação em ataques a cidades do país, tornando mais difícil a interceptação pelos sistemas de defesa aérea, incluindo o Domo de Ferro.
Imagens dos ataques retaliatórios de Teerã mostram mísseis explodindo no ar e espalhando submunições sobre áreas extensas, característica típica das chamadas bombas de fragmentação. Pelo menos três pessoas morreram na terça-feira após uma dessas bombas atingir um canteiro de obras no centro de Israel.
Essas armas são particularmente perigosas porque muitas das submunições podem não explodir ao atingir o alvo, funcionando como minas terrestres e representando risco prolongado à população civil. Organizações internacionais já acusam o Irã de usar essas munições em áreas habitadas, prática proibida por mais de 120 países, segundo as Convenções de Genebra.
As bombas de fragmentação carregam múltiplas submunições, que se dispersam ao atingir o alvo, cobrindo várias milhas e causando danos em larga escala. A troca de precisão por cobertura massiva torna a interceptação extremamente difícil, mesmo para sistemas avançados como o Domo de Ferro, que é eficiente contra foguetes de curto alcance disparados por grupos como Hamas e Hezbollah, mas pouco eficaz após a dispersão das submunições.
Desde o início do conflito, aproximadamente metade dos projéteis lançados pelo Irã contra Israel foram desse tipo, segundo um oficial militar israelense, resultando em pelo menos 12 mortes.
Especialistas alertam que o perigo não se limita ao impacto inicial. Muitos dos explosivos não detonavam imediatamente, criando armadilhas letais que podem atingir civis dias ou meses depois. Fotos publicadas pelo Open Source Munitions Portal, que autentica imagens de munições no mundo todo, mostram submunições não detonadas encontradas em Israel nesta semana.
Historicamente, bombas de fragmentação já deixaram efeitos devastadores, como durante os bombardeios dos EUA no Vietnã e no Laos, ou no sul do Líbano após a guerra de 2006 com Israel, quando milhares de submunições permaneceram ativas por décadas.
Organizações de direitos humanos, como a Amnesty International, criticam o uso dessas armas pelo Irã, chamando a prática de “violação flagrante do direito humanitário internacional”. A ONG destaca que as bombas de fragmentação são inherentemente indiscriminadas, aumentando o risco de mortes e ferimentos entre civis.
Ver essa foto no Instagram