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Dois petroleiros foram incendiados após ataques de barcos iranianos carregados com explosivos no Golfo Pérsico, em um episódio que obrigou as tripulações a evacuarem rapidamente. Vídeos do incidente mostram grossas nuvens de fumaça negra subindo dos navios, que transportavam óleo combustível iraquiano, enquanto o fogo consumia toda a carga.
Segundo autoridades iraquianas, um tripulante morreu durante os ataques, que ocorreram em águas territoriais do Iraque. Farhan al-Fartousi, diretor-geral da Companhia Geral de Portos do Iraque, confirmou que os petroleiros foram atingidos por barcos iranianos equipados com explosivos, e que equipes de emergência evacuaram com segurança mais 25 tripulantes das embarcações.
“O ataque provocou incêndios graves nos navios e a paralisação completa das operações em todos os portos de petróleo do país”, disse al-Fartousi. Apesar disso, os portos comerciais seguem funcionando normalmente.
O incidente faz parte de uma escalada de ações marítimas que têm utilizado drones navais em ataques a petroleiros desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. Especialistas alertam que essa tática representa uma ameaça crescente para a navegação no estratégico Golfo Pérsico, região vital para o comércio mundial de petróleo.
Um ataque anterior ocorreu em 1º de março, quando o petroleiro MKD VYOM, de bandeira das Ilhas Marshall, foi atingido por uma embarcação não tripulada próximo à costa de Omã, causando explosão e incêndio na sala de máquinas e resultando na morte de um tripulante. Dias depois, outro petroleiro de bandeira das Bahamas foi atingido próximo ao porto de Khor al Zubair, no Iraque, mas todos os 23 tripulantes foram resgatados com segurança.
Analistas afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de pressão econômica do Irã, visando aumentar o preço do petróleo, que se aproxima de US$ 200 por barril. A passagem pelo Estreito de Hormuz está praticamente interrompida, com navios evitando a rota, desligando sistemas de rastreamento ou buscando trajetos alternativos devido à ameaça crescente.