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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o envio de milhares de fuzileiros navais ao Estreito de Ormuz em meio ao aumento das tensões na guerra com o Irã e ao temor de que tropas americanas possam ser colocadas em combate terrestre na região.
Segundo autoridades ouvidas pelo Wall Street Journal, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, aprovou um pedido do Comando Central americano para mobilizar uma unidade expedicionária de fuzileiros navais, que normalmente inclui vários navios de guerra e cerca de 5 mil militares.
O navio de assalto anfíbio USS Tripoli, baseado no Japão, já segue para o Oriente Médio acompanhado de fuzileiros navais. Eles devem se juntar a outras forças americanas que já atuam na região.
A mobilização ocorre em um momento de escalada do conflito. O número de militares americanos mortos subiu para 13, enquanto o preço médio da gasolina nos Estados Unidos aumentou para cerca de US$ 3,60 por galão.
Ao mesmo tempo, o governo americano avalia a possibilidade de tomar o controle da ilha iraniana de Kharg, localizada no Golfo Pérsico e responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Questionado sobre a possibilidade em entrevista à Fox News Radio, Trump afirmou: “Não está no topo da lista, mas é uma das muitas opções, e posso mudar de ideia em segundos.”
Durante coletiva no Pentágono, Hegseth criticou reportagens sobre a guerra e afirmou que os EUA estão lidando com a situação no Estreito de Ormuz. “Algumas pessoas da imprensa simplesmente não conseguem parar. As pessoas veem na TV manchetes como ‘guerra no Oriente Médio se intensifica’. O que deveria dizer é: ‘Irã cada vez mais desesperado’, porque é isso que está acontecendo.”
Em meio à crise, seis militares americanos morreram após a queda de um avião-tanque de reabastecimento Boeing KC-135 Stratotanker no oeste do Iraque. A aeronave caiu após uma colisão no ar com outro avião durante uma missão em espaço aéreo aliado.
Inicialmente, quatro tripulantes foram dados como mortos, mas o Comando Central confirmou posteriormente que os outros dois também morreram após falharem as tentativas de resgate. A segunda aeronave envolvida conseguiu pousar com segurança, sofrendo apenas danos leves na cauda.
Os nomes das vítimas ainda não foram divulgados oficialmente, pois o Exército americano aguarda a notificação das famílias.
Com o novo episódio, o número total de militares dos EUA mortos desde o início do conflito com o Irã chega a 13. No segundo dia da guerra, sete soldados já haviam morrido após um ataque de drone iraniano contra uma base americana no Kuwait.
O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, continua sob ameaça. Cerca de um quinto de todo o petróleo global passa pela região.
Nos Estados Unidos, o impacto da crise já se reflete nos preços dos combustíveis. Segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA), o valor médio do galão de gasolina subiu de US$ 2,90 antes da guerra para cerca de US$ 3,60.
Enquanto isso, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, participou de manifestações em Teerã no final do Ramadã e provocou o governo americano. Ele afirmou que Trump “não percebeu que o Irã é maduro e determinado”.
Autoridades americanas também afirmaram que mais de 140 militares ficaram feridos desde o início da guerra, embora muitos casos sejam considerados leves.
Apesar das baixas, Trump já havia admitido anteriormente que mais mortes poderiam ocorrer no conflito. “São pessoas incríveis. Infelizmente, esperamos que isso aconteça. Pode acontecer continuamente, pode acontecer novamente.”, disse o presidente.
Em outra declaração polêmica, Hegseth afirmou que a liderança iraniana estaria enfraquecida e chegou a provocar o novo líder religioso do país, Mojtaba Khamenei. Segundo ele, o dirigente estaria ferido e escondido. “Sabemos que o novo chamado líder supremo está ferido e provavelmente desfigurado.”