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“Pode ser amanhã”: Trump faz ameaça que coloca o Irã em alerta máximo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma nova ameaça ao Irã nesta segunda-feira, ao afirmar que todo o país poderá ser “destruído em uma única noite” caso não reabra o estratégico Estreito de Ormuz até o prazo estabelecido por Washington.

“Todo o país pode ser destruído em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”, declarou Trump durante uma coletiva de imprensa. O ultimato dado pelo presidente expira nesta terça-feira à noite, no horário de Washington.

Mais cedo, Trump classificou como “um passo muito significativo” a proposta de cessar-fogo de 45 dias em discussão, mas ressaltou que a medida ainda não é suficiente para encerrar o conflito. Segundo ele, as negociações continuam em andamento e não há decisão final.

Apesar da possibilidade de trégua, o presidente endureceu o discurso ao afirmar que, se o Irã não cumprir a exigência, os Estados Unidos poderão realizar ataques massivos contra infraestruturas estratégicas do país, incluindo pontes e usinas de energia. “Eles não terão pontes, não terão usinas, não terão nada”, disse.

A declaração ocorreu durante um evento de Páscoa na Casa Branca, ao lado da primeira-dama Melania Trump. Na ocasião, o republicano reforçou que considera o prazo definitivo e indicou que novas ações militares estão prontas para serem executadas.

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De acordo com a imprensa estatal iraniana, Teerã já teria rejeitado a proposta de cessar-fogo, classificando-a como uma iniciativa dos Estados Unidos. O conflito, que já dura mais de um mês, teve início após ataques de Israel e dos EUA contra alvos iranianos, seguidos por retaliações com mísseis e drones por parte do Irã.

Questionado sobre a possibilidade de ataques a infraestruturas civis serem considerados crimes de guerra, Trump minimizou a preocupação. “Não me preocupa. O crime de guerra é permitir que o Irã tenha uma arma nuclear”, afirmou.

O presidente também voltou a mencionar o interesse no petróleo iraniano, dizendo que poderia assumir o controle dos recursos energéticos do país, embora tenha reconhecido que parte da opinião pública americana prefere o fim do conflito.

Trump ainda classificou como “insensatos” aqueles que se opõem à guerra e reiterou que o objetivo central das ações é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.

A escalada de ameaças aumenta a tensão no Oriente Médio e mantém a comunidade internacional em alerta, enquanto esforços diplomáticos tentam evitar uma ampliação do conflito.

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