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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que qualquer embarcação iraniana que se aproxime do bloqueio naval imposto ao Irã será destruída pelas forças americanas.
A declaração foi feita após o início do bloqueio aos portos iranianos, que entrou em vigor às 14h (horário GMT), depois do fracasso das negociações realizadas no Paquistão no fim de semana.
Em publicação na rede Truth Social, Trump fez um alerta direto: qualquer barco que se aproximar “mesmo que minimamente” do bloqueio será eliminado imediatamente. O presidente também afirmou que a Marinha iraniana teria sido “completamente aniquilada” e disse que os Estados Unidos usarão o mesmo tipo de ação já adotado contra embarcações suspeitas de narcotráfico em alto-mar.
Mais cedo, o comando militar americano no Oriente Médio informou que o bloqueio será aplicado a navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam de portos iranianos. No entanto, embarcações sem ligação com o Irã ainda poderão circular pelo estreito de Ormuz.
A medida aumenta ainda mais a tensão na região. A Guarda Revolucionária do Irã já havia advertido que qualquer presença militar próxima ao estreito seria considerada uma violação do cessar-fogo e poderia gerar uma resposta “dura e decisiva”. O governo iraniano também classificou o bloqueio como “ilegal” e comparou a ação a um ato de “pirataria”.
O bloqueio foi anunciado após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã. Segundo Trump, o impasse ocorreu porque o Irã se recusou a abandonar o desenvolvimento de armas nucleares — acusação que é negada pelo governo iraniano.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, respondeu às declarações ao afirmar que o país reagirá caso seja atacado: “Se lutarem, lutaremos”.
A escalada já impacta a economia global. O preço do petróleo ultrapassou os 103 dólares por barril, com alta de cerca de 7%, enquanto bolsas internacionais operam em queda. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, teve o tráfego quase totalmente interrompido.
Diante do aumento das tensões, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que seu país não apoia o bloqueio e não pretende se envolver no conflito. Já França e Reino Unido discutem a criação de uma missão internacional com foco em restabelecer a liberdade de navegação na região.