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Os colombianos foram às urnas neste domingo, 31 de mayo de 2026, para escolher o próximo presidente e vice-presidente da República para o período de 2026-2030. A votação define o sucessor de Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda da história do país. Com a apuração em estágio avançado, os resultados confirmam que a decisão será postergada para o segundo turno, agendado para o domingo, 21 de junho de 2026.
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A disputa presidencial deste ano reflete um cenário de intensa polarização política e foi precedida por um aumento da violência. Ao todo, 11 candidatos participaram da corrida no primeiro turno.
Disputa acirrada voto a voto
Com as urnas já 92% apuradas, o advogado de direita Abelardo de la Espriella lidera a corrida eleitoral com 43,6% dos votos. Ele é seguido de perto pelo candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado por Gustavo Petro, que aparece com 41,1%.
Mais cedo, com 48,44% das urnas apuradas, De la Espriella sustentava 44,24% da preferência (4.461.691 votos) contra 41,23% de Cepeda (4.158.452 votos). A senadora conservadora Paloma Valencia, que figurava entre as favoritas, obteve 654.483 votos (6,48%). Outros concorrentes, como Sergio Fajardo (3,92%) e Raúl Santiago Botero (0,97%), ficaram significativamente para trás na contagem que mobilizou o território nacional.
Como antecipado pelas pesquisas de intenção de voto, nenhum dos postulantes conseguiu ultrapassar a barreira dos 50% necessários para liquidar a fatura no primeiro turno. Com a concentração de votos entre os dois líderes, os mais de 41 millones de colombianos aptos a votar terão de retornar às seções eleitorais em três semanas.
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Continuidade versus Mudança
O embate no segundo turno colocará duas visões opostas para o futuro da Colômbia. Iván Cepeda baseia sua campanha na promessa de dar continuidade às políticas sociais da administração de Petro. O governo atual assumiu o comando com a economia fragilizada pelos impactos da pandemia, mas apresentou como vitrines o aumento do salário mínimo nominal em 75% e a redução nos índices de desemprego.
Do outro lado, Abelardo de la Espriella canaliza o voto da direita e da ultradireita, apostando no desgaste do atual governo e no discurso de segurança.
Tensões e balanço das autoridades
O processo eleitoral ocorre em meio a uma forte sensação de insegurança decorrente do avanço de conflitos armados e de assassinatos de figuras públicas e políticos no país. Durante o período de pré-campanha em 2025, um dos nomes mais cotados para a corrida presidencial morreu após sofrer um atentado. Além da crise interna, a Colômbia enfrenta uma escalada de tensões diplomáticas com o vizinho Equador, que realiza operações militares contra o crime organizado na região de fronteira.
Apesar do clima tenso, a jornada deste domingo transcorreu sob a coordenação da Registraduría e de órgãos fiscalizadores. O Registrador Nacional, Hernán Penagos, elogiou a atuação dos cidadãos convocados para trabalhar no pleito. “Eles fazem o trabalho mais importante: contar os votos e preencher manualmente os registros eleitorais”, destacou. No exterior, os cidadãos residentes fora do país puderam exercer o direito ao voto ao longo da última semana.
A Procuradoria-Geral da Colômbia divulgou que recebeu mais de 500 denúncias relacionadas a possíveis irregularidades no decorrer do dia. O órgão também confirmou que aplicou a suspensão provisória de um prefeito por suposto envolvimento em atividade política partidária e deu início a investigações complementares.
