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“Olhem o céu esta noite”: Irã ameaça Israel com resposta “dolorosa” após bombardeio em Beirute

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Um legislador iraniano de alto escalão ameaçou neste domingo (7) dar uma resposta “dolorosa e decisiva” contra Israel nas próximas horas, após ataques israelenses contra centros de comando do Hezbollah no bairro de Dahiyeh, nos subúrbios do sul de Beirute.

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Em sua conta na rede social X, Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão de política externa e segurança nacional do Parlamento iraniano, escreveu:

“Daremos uma resposta decisiva e dolorosa ao ataque do regime sionista contra os subúrbios. Este cão raivoso deve ser disciplinado e colocado em seu lugar. Olhem o céu dos territórios ocupados esta noite.”

A advertência aumenta a tensão em um conflito que completa 100 dias desde que Israel e os EUA lançaram sua ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, e ocorre em um momento em que as negociações de paz parecem estagnadas.

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Ataques a Beirute e escalada militar

Os ataques israelenses contra Dahiyeh foram ordenados pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa Israel Katz “em resposta aos disparos do Hezbollah contra território israelense”. Mais cedo, o Exército israelense havia interceptado dois foguetes lançados do Líbano em direção ao norte de Israel, o primeiro ataque com foguetes do Hezbollah desde quarta-feira.

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O chanceler iraniano havia advertido na semana passada que qualquer ataque israelense contra Beirute constituiria uma violação do cessar-fogo acordado com os EUA e geraria uma resposta de Teerã. O Irã insiste que o Líbano seja incluído em qualquer acordo de paz com Washington, posição que os EUA rejeitam, preferindo tratar os dois conflitos separadamente.

A ameaça iraniana soma-se a um dia de escalada em várias frentes. Nesta madrugada, o Comando Central dos EUA (Centcom) abateu dois drones iranianos no Estreito de Ormuz que ameaçavam o tráfego marítimo. Na sexta-feira, o Centcom já havia abatido quatro drones iranianos e atacado radares de vigilância costeira, o que provocou uma resposta de Teerã com mísseis contra instalações militares no Kuwait e no Bahrein.

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Netanyahu afirmou neste domingo que o Hezbollah “está em retirada” após uma semana de operações no sul do Líbano, nas quais, segundo ele, as forças israelenses eliminaram 350 combatentes e tomaram a crista de Beaufort. O premiê advertiu que Israel “não permitirá que se direcione fogo contra seu território” e que agirá conforme for necessário.

Impacto humanitário e diplomacia

Desde o início da campanha israelense no Líbano, os ataques deixaram mais de 3.560 mortos, segundo autoridades libanesas. Do lado israelense, 29 soldados e um contratado civil morreram.

Em meio à escalada, o presidente Donald Trump, que busca uma saída negociada para um conflito impopular nos EUA (68% dos adultos querem um acordo “o mais rápido possível”, segundo pesquisa da Economist/YouGov), afirmou neste domingo em entrevista à NBC News que as negociações com Teerã estão “muito perto” de produzir um acordo, embora persistam diferenças sobre pontos-chave, como o futuro do conflito no Líbano, os ativos iranianos congelados e o controle do Estreito de Ormuz.

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