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O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (14) — data em que celebra seu aniversário de 80 anos — que os Estados Unidos e o Irã continuam alinhados para assinar um memorando de entendimento histórico para reabrir o Estreito de Ormuz. O otimismo da Casa Branca se mantém mesmo após bombardeios aéreos de Israel nos arredores de Beirute terem enfurecido o governo de Teerã e ameaçado descarrilar as negociações.
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Em entrevista à Fox News, Trump revelou ter confrontado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma ligação telefônica direta e ríspida:
“O que p— você está fazendo?”, questionou o presidente americano ao líder israelense em resposta aos ataques.
Após o telefonema com Netanyahu, Trump informou que planejava conversar com autoridades iranianas para pressioná-las a não retaliarem Israel. O presidente previu que o acordo preliminar eletrônico seria assinado “dentro das próximas duas ou três horas” (no fim da tarde deste domingo) e ponderou a possibilidade de uma cerimônia de assinatura presencial no futuro.
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Cobrança pública e tensão no Oriente Médio
Publicamente, Trump utilizou sua rede social, a Truth Social, para recriminar as ações de Tel Aviv na periferia de Beirute, classificando a reação israelense como desproporcional.
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Crítica a Israel: “O ataque desta manhã a Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã”, publicou o presidente. “Israel tem o direito de se defender, mas o ataque ao qual estava respondendo foi muito pequeno e sem significado.”
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Apelo às partes: “Estamos muito perto de um acordo que trará paz à região, inclusive ao Líbano, e todos os lados devem recuar (…) Não vamos estragar tudo!”, completou.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) justificaram a ação alegando terem destruído um centro de comando do Hezbollah perto de Beirute, após o grupo extremista ter disparado foguetes e drones contra o norte de Israel. No mês passado, o Hezbollah já havia rejeitado uma proposta de cessar-fogo com o Estado judeu.
O que prevê o memorando de entendimento?
Caso o acordo seja assinado eletronicamente conforme o previsto, os Estados Unidos planejam suspender o bloqueio a embarcações iranianas. Os pontos centrais do documento incluem:
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Prorrogação do cessar-fogo com o Irã por mais 60 dias;
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Reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas de petróleo mais vitais do mundo;
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Criação de condições para negociações mais amplas sobre o programa nuclear iraniano.
Irã ameaça recuar, mas diplomacia dos EUA mantém otimismo
Apesar da pressão americana, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, alertou que os bombardeios no Líbano colocam o pacto em risco. “A incursão dos sionistas em Dahiyeh mostrou mais uma vez que a América carece da vontade de cumprir seus compromissos ou da capacidade de fazê-lo”, publicou Qalibaf. “Se vocês carecem de vontade e capacidade, falar em continuar este caminho não é possível.”
Por outro lado, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, minimizou os riscos em entrevista à ABC News. “Estou confiante. A equipe está confiante”, declarou Waltz. “Eles [Trump e o vice-presidente] têm toda a intenção de resolver isso ainda hoje.”
As negociações já vinham balançadas desde a semana passada, quando Washington bombardeou múltiplos alvos no Irã após Trump reclamar que Teerã estava “fazendo os EUA de otários” e atrasando propositalmente as conversas.
