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A Justiça de Minas Gerais ampliou para R$ 900 milhões o bloqueio de bens e valores dos sócios da 123 Milhas e demais empresas do grupo. A decisão, publicada no dia 10 de outubro, é do juiz Eduardo Henrique de Oliveira Ramiro, da 15ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte.
O pedido de bloqueio de valores foi feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). De acordo com o magistrado, o valor é equivalente aos débitos quirografários de todas as empresas do grupo econômico, que são de aproximadamente R$ 900 milhões.
A ordem judicial abrange as empresas 123 Milhas, HotMilhas, Maxmilhas, Lance Hotéis, AMRM Holding e Novum Investimentos. O magistrado manteve a determinação de que não haja diferença entre as responsabilidades das empresas e dos sócios.
Histórico do caso
Em 18 de agosto, a 123 Milhas suspendeu a emissão de passagens e pacotes de viagens de sua linha promocional, para o período entre setembro e dezembro. A empresa ofereceu como única opção de ressarcimento vouchers para serem usados na própria plataforma.
No fim de agosto, a 123 Milhas entrou em recuperação judicial. Ela tem dívidas estimadas em R$ 2,3 bilhões, com cerca de 730 mil credores.
Após o Banco do Brasil, o maior credor da empresa, apresentar um recurso, a Justiça suspendeu a recuperação judicial. O banco alegou que a 123 Milhas não apresentou todos os documentos exigidos no processo.
Em setembro, a Justiça estendeu a recuperação judicial da 123 Milhas para outras empresas do grupo, como a Maxmilhas e a Lance Hotéis. Juntas, as companhias devem mais de R$ 2,5 bilhões.
O que diz a 123 Milhas
Em nota encaminhada ao Metrópoles, a 123 Milhas afirma que “é leviana a afirmação de que sócios e parentes realizaram movimentações financeiras ilícitas ou ocultação de patrimônio”. “Os balanços e demonstrações fiscais da empresa sempre foram transparentes, legítimos e regulares”, diz a companhia.