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O dólar comercial fechou esta quarta-feira (9) em alta de 1,06%, cotado a R$ 5,503, diante de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre novas tarifas de importação contra produtos brasileiros. O anúncio gerou apreensão no mercado financeiro e afetou também o desempenho do Ibovespa, que recuou 1,31%, encerrando o pregão aos 137.480 pontos.
Durante um evento na Casa Branca com líderes africanos, Trump afirmou que o Brasil “não tem sido bom conosco, nada bom” e prometeu anunciar até esta quinta-feira (10) uma nova taxação sobre mercadorias brasileiras. Após o encerramento do mercado no Brasil, veio à tona o conteúdo de uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual o governo norte-americano informa que os produtos brasileiros passarão a ser taxados em 50% ao entrarem nos Estados Unidos.
Atualmente, os EUA mantêm um superávit comercial com o Brasil. Em ciclos anteriores de tarifas recíprocas, o país sul-americano foi relativamente poupado, com um adicional de 10%. Agora, o endurecimento da política comercial aumenta o risco de tensões diplomáticas e impactos econômicos mais amplos.
No câmbio, o dólar teve uma valorização mais acentuada no Brasil do que no exterior. O “dollar index” – que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas – subiu apenas 0,05% no mesmo período.
Além da pauta comercial, outro fator de tensão na relação bilateral foi a divulgação de uma nota da Embaixada dos EUA em Brasília. O texto menciona “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na véspera, Trump já havia se manifestado pedindo que “deixem Bolsonaro em paz”.
Com o feriado estadual em São Paulo reduzindo o volume de negócios na B3, o mercado reagiu de forma mais sensível. Entre os papéis de maior peso, Petrobras (PETR4) caiu 0,62%, Vale recuou 0,99% e Banco do Brasil (BBAS3) registrou baixa de 2,50%.