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O preço do ouro alcançou um novo recorde nesta terça-feira (2), atingindo a marca de US$ 3.578,40 por onça, superando o recorde anterior estabelecido em abril. A alta, de 1,1% para US$ 3.549,10 no final do dia, ocorre em um cenário de perdas nas bolsas de valores e incertezas nos mercados globais, após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.
Analistas afirmam que a alta do ouro é um reflexo das dúvidas sobre o dólar americano, abalado por declarações do presidente Donald Trump contra o Federal Reserve (Fed) e outras instituições. O movimento dos investidores em busca de ativos mais seguros também impulsionou o preço da prata, que subiu 1,8% e superou os US$ 40 a onça pela primeira vez desde 2011.
“Não se trata apenas de uma alta de preços, é a confissão do mercado de que a confiança na moeda federal está vacilando”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, ressaltando que o valor do metal precioso quase dobrou desde o início de 2023.
Mercados globais registram perdas
A instabilidade atingiu as bolsas de valores. Na Europa, o DAX da Alemanha caiu 1,1%, enquanto o FTSE 100 do Reino Unido recuou 0,4%. Os futuros do S&P 500 e do Dow Jones também registraram perdas. O desempenho negativo é atribuído, em parte, à decisão de um tribunal dos EUA de derrubar as altas tarifas impostas por Trump, o que gerou incertezas sobre o futuro do comércio global.
Na Ásia, os mercados chineses recuaram após recentes ganhos. O índice Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,5%, e o Shanghai Composite caiu na mesma proporção. Em sentido contrário, o Nikkei 225 de Tóquio subiu 0,3% e o Kospi da Coreia do Sul avançou 0,9%.
O petróleo também registrou alta, com o barril de WTI subindo US$ 1,86 e o de Brent US$ 1,22.
(Com informações da AP)