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Mercados em pânico: Bolsas asiáticas desabam e petróleo atinge maior valor em 14 anos

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As bolsas asiáticas registraram fortes quedas nesta segunda-feira (9), após o barril de petróleo ultrapassar US$ 100 pela primeira vez em quase quatro anos, pressionando economias dependentes da importação de petróleo e gás. O índice Nikkei 225, do Japão, caiu mais de 5%, enquanto outros mercados da região também registraram perdas significativas.

Os futuros de Wall Street também apontavam recuos nesta segunda, com contratos do S&P 500, Nasdaq Composite e Dow Jones Industrial Average em baixa superior a 1%, após perdas de mais de 2% no fechamento de domingo.

Na Europa, os principais mercados operavam em queda por volta das 10h GMT, com Londres, Paris, Madrid, Milão e Frankfurt entre os mais afetados (quedas acima de 1%). Os investidores aguardam a reunião de ministros do G7, prevista para esta manhã, que deve discutir medidas emergenciais, incluindo o possível uso de reservas estratégicas de petróleo para conter a alta do barril no contexto do conflito que mantém o Estreito de Ormuz parcialmente fechado.

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O aumento do preço do petróleo segue novos ataques no fim de semana entre os países em guerra, incluindo alvos civis. Bahrain acusou o Irã de atacar uma planta de dessalinização, infraestrutura crucial para o fornecimento de água potável no Golfo. Israel atingiu depósitos de petróleo em Teerã, provocando colunas densas de fumaça e alertas ambientais.

Em resposta, o enviado especial da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, pediu o fim dos ataques e condenou ações contra civis. Já o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, alertou sobre riscos de especulação no mercado energético e pediu respostas proativas diante da crescente volatilidade nos mercados financeiros e cambiais.

As bolsas asiáticas refletiram o clima de incerteza. O Nikkei 225 encerrou o pregão com queda de 5,2%, aos 52.728,72 pontos, enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6%, fechando em 5.251,87. As bolsas chinesas tiveram perdas mais moderadas: o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,6%, aos 25.343,77 pontos, e o índice composto de Xangai recuou 0,7%, encerrando em 4.097,69. Em Taiwan, o índice de referência caiu 4,4%, acompanhando a tendência negativa regional.

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No mercado de petróleo, os preços também mostraram grande volatilidade. Às 06h GMT, o barril de Brent era negociado a US$ 103,54, enquanto o WTI alcançou US$ 107,35, cerca de 15% acima do fechamento de sexta-feira. Essa é a maior alta registrada em pelo menos 14 anos, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo países-chave para a produção e transporte de petróleo e gás no Golfo Pérsico.

O analista Stephen Innes, da SPI Asset Management, comentou:

“O mercado despertou com o som que todo operador macroeconômico teme: a sirene do petróleo. E desta vez não foi um toque educado, foi um alarme de incêndio.”

Especialistas alertam que o impacto do aumento do petróleo e do gás pode se estender a diversos setores e pressionar a economia global. A analista Ipek Ozkardeskaya, da Swissquote, afirmou que a volatilidade deve continuar:

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“Os preços do petróleo devem atingir um pico — talvez já tenham, talvez ainda não — mas é provável que permaneçam elevados por semanas ou meses. Durante esse período, o aumento da energia reativará a inflação global e afetará significativamente o crescimento econômico.”

O clima de incerteza também afetou Wall Street no final da semana passada. Na sexta-feira, o S&P 500 caiu 1,3% após relatório indicar que empregadores americanos cortaram mais vagas do que criaram. O Dow Jones chegou a perder 945 pontos, fechando com queda de 453 pontos (0,9%), e o Nasdaq Composite recuou 1,6%.

No mercado cambial, o dólar manteve seu papel de ativo de refúgio. À primeira hora de segunda, era negociado a 158,46 ienes, contra 158,09 ienes na sexta. O euro operava a 1,1558 dólares, ligeiramente acima dos 1,1556 da sessão anterior.

(Com informações da Associated Press)

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