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“Em nome do nobre Ali, que a paz seja com ele”, publicou a conta oficial de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, abatido neste sábado durante ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel em Teerã.
A mensagem foi divulgada poucos minutos depois de o presidente americano, Donald Trump, confirmar a morte, que já vinha sendo especulada nas últimas horas.
“Khamenei, uma das pessoas mais malvadas da história, está morto”, afirmou Trump em sua rede social Truth Social.
“Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas também para todos os grandes americanos e para todas aquelas pessoas de muitos países do mundo que foram assassinadas por Khamenei e sua banda de matadores sedentos de sangue”, acrescentou o republicano.
Trump afirmou ainda que o líder iraniano não conseguiu escapar dos “sofisticados sistemas de inteligência e rastreamento” dos EUA e considerou que sua morte representa a “maior oportunidade do povo iraniano para recuperar seu país”.
Nas redes sociais, usuários compartilharam imagens de pessoas nas ruas de Teerã celebrando a notícia.
“O país ficou, em apenas um dia, muito destruído e até arrasado. No entanto, os bombardeios intensos e precisos continuarão sem interrupção durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançar nosso objetivo”, advertiu Trump.
Khamenei ocupava o cargo de líder supremo do Irã desde 1989, quando sucedeu o fundador da República Islâmica, Ruholá Jomeini, tornando-se a segunda e, até agora, última pessoa a exercer essa função. Durante mais de três décadas no poder, ele adotou uma postura de linha dura na política internacional, especialmente sobre a influência de Teerã na região, e implementou políticas conservadoras internamente, como a obrigatoriedade do véu, sendo alvo de críticas pela repressão a dissidentes.
Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, um dos principais centros religiosos xiitas, Khamenei estudou em Qom e chegou a ser preso durante o regime do xá do Irã, estabelecendo vínculos estreitos com Jomeini. Entre 1981 e 1989, foi presidente do Irã. Antes disso, ocupou cargos como viceministro da Defesa, representante de Jomeini no Conselho Supremo de Defesa e comandante da Guarda Revolucionária. Durante sua campanha presidencial, sobreviveu a um atentado a bomba que lhe causou ferimentos no braço e nas cordas vocais.
O aiatolá também foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do programa nuclear iraniano, consolidando sua influência no país até o momento de sua morte.